O Palco e Camarim é o diário de uma eterna aprendiz de atriz, com todos os sonhos, dificuldades, paixões, lágrimas e vitórias que esse ofício tão lindo acarreta. É o acompanhamento de um aprendizado constante e do crescimento gradual de uma carreira que não acontece só nos holofotes, mas nas luzes dos camarins também. Palco e Camarim é o próprio artista, que se divide constantemente entre palco e coxia.
Hoje eu venho compartilhar com vocês um vídeo de uma apresentação que eu tentei divulgar bastante por aqui, pelo face, twitter, enfim... Trata-se de um exercício cênico da minha turma da Escola técnica de Artes, ETA: O Vamos. Lembram dele? Uma apresentação baseada em cenas do texto Vamos, de Mário Viana, e uma cena de Roda Viva, de Chico Buarque.
Pois bem, foi um trabalho delicioso de fazer. Primeiro pela parceria maravilhosa com essa pessoa maravilhosa que é meu parceiro de sempre e tudo e que facilitou o trabalho tão lindo que nasceu. E para vocês que perderam, segue agora o registro amador da primeira noite de apresentação de "Vamos" *_*
Há cerca de duas semanas foi passada para a minha turma da ETA um trabalho em que teríamos que fazer uma performance autobiográfica. Explicar o que é performance não é tarefa fácil e eu não ousarei tanto assim por aqui. Mas direi algo que ouvi com frequência durante as palestras preparatórias que tivemos e que acabou sendo o conceito que eu mais gostei: "A performance é uma fronteira. É a fronteira entre o teatro, a dança, a música. É o ponto onde as artes se encontram." (Ok, talvez não tenha sido EXATAMENTE assim, mas foi algo por aí... =P). Realmente gostei desse conceito.
O fato é que quando essa tarefa nos foi passada, eu fiquei preocupada. Tenho que admitir: Enquanto aprendiz de atriz, sou melhor com texto e psicologia do que com improvisos e mais corpo que fala. E isso me preocupa também. Se tem uma coisa em que eu acredito é que em um bom ator o corpo sempre tem que falar mais que o texto. Isso, no entanto, não é tão fácil. Ok, sem neuras, estamos aqui pra aprender mesmo.
Além disso, estamos em dezembro. E vamos combinar, galera, dezembro não é um mês fácil pra ninguém e eu não fico nem um pouco atrás. Muita correria, contas e trabalhos pra fechar, planejamento de férias (inclusive financeiro). Pensar em uma performance que nem é tanto a minha praia (apesar de eu também ser apaixonada por dança) justo no meio dessa loucura toda? Não era bem meu trabalho dos sonhos.
Resultado que quando fui apresentar hoje estava uma pilha de nervos, pensando em mil coisas e problemas ao mesmo tempo e achando que ia apresentar uma porcaria, louca pra acabar antes mesmo de começar. Talvez justamente por essa baixa tão drástica de energia tenha sobrado tanta coisa pra melhorar, como vocês talvez notem no vídeo abaixo. Apesar disso, quando vi o vídeo fiquei feliz com o resultado. Apesar das várias coisas bem mais ou menos que eu pude identificar, achei que ficou bonito, que conseguiu dar a ideia que eu queria e... sei lá, ficou bonito, apesar da loucura que eu tava.
E agora.... A performance para vocês verem e julgarem (com carinho tá?)
A IDEIA:
Fiquei algum tempo me perguntando o que levaria para essa apresentação que não satisfeita em ser performance tinha que ser autobiográfica e resolvi levar uma inquietação antiga: a rigidez do tempo em relação a tudo o que eu quero fazer, especialmente no campo das artes. Sempre quero mais do que as poucas horas do meu dia podem suportar. Levar isso pro palco foi gostoso também. Mas gostaria de ouvir outras leituras do que foi apresentado. Alguém se habilita?
AUTOCRÍTICA:
Como eu disse antes, eu estava uma pilha e crente que ia ser tudo muito muito ruim. Talvez por isso mesmo ache que no final das contas foi tudo até bonito. Não fiquei alheia, porém, ao fato de que sei bem que meu corpo podia dar mais, que minha dança podia ter sido melhor, que minha expressão facial podia ter estado mais ali se eu tivesse me preparado mais. À parte isso, acho que dentro do pouco tempo que tive pra me preparar e do nervosismo que eu estava, foi bonito. Fim. Estou feliz apesar das melhorias que eu poderia ter feito.
Na noite do dia 13/12/2014, durante a Mostra Sururu de Cinema Alagoano, Alagoas acompanhou a estreia do curta "Atirou para Matar" do também estreante Nuno Balducci. E que estreia! Eu tenho a honra e a imensa felicidade de dizer que Atirou para Matar levou para si na noite de hoje, 14/12/2014, o prêmios de Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Ficção.
Sabemos que em um filme existe uma equipe imensa que merece os créditos por uma conquista como essa e eu não teria memória suficiente para parabenizar a um por um. Por outro lado, há algumas pessoas a quem eu não poderia deixar de dar os meus parabéns:
Especialmente a você, Nuno. São prêmios de peso que você conseguiu em uma estreia que já atraiu o reconhecimento de tanta gente. Meus mais orgulhosos parabéns! E muito muito obrigada por ter me deixado participar dessa conquista.
Aos meus colegas de elenco pelo trabalho fantástico que fizeram: Jader Rodrigues, Sharon Yung Hsu, José Aragão Jr. e Mauro Braga. Arrasamos e estávamos lindos!! =P. Dou um parabéns ainda maior para o Jader, que além de colega de elenco é colega de ETA e... Nossa, Jader, que trabalho fantástico vc fez sem precisar de quase palavra alguma!
E ao Nivaldo Vasconcelos, é claro! N canso de dzr que sou tua fã e você arrasa!!
E aí algumas fotos das gravações do filme. A maioria desses takes nem entrou no curta, então vale a conferida... :P
E obrigada, pessoal! Mesmo. Tô muito feliz com tudo isso!
Direção e Roteiro: Nuno Balducci
Elenco: Jader Rodrigues, Mauro Braga, José Aragão, Sharon Yung Hsu, Louryne Simões, Elisio Silva, Luis Carlos, Mony Cavalcante Direção de Produção: Ismélia Tavares, Rafhael Barbosa Produção Executiva: Ismélia Tavares, Rafhael Barbosa Assistente de Produção: Paulo André Silver Diretor Assistente: João Paulo Santos, Nivaldo Vasconcelos Preparação de Elenco: Nivaldo Vasconcelos Direção de Fotografia: Michel Rios Assistente de Fotografia: Jul Sousa Montagem: Felipe Rios, Nuno Balducci Finalização: Felipe Rios Som Direto e Mixagem: Emmanuel Miranda Direção de Arte: Sabrina Menedotti Produção de Objetos: Sabrina Menedotti, Ismélia Tavares Gaffer: Edner Careca Still e Making of: Vanessa Mota Maquiagem: Rosa Calheiros
Pessoas lindas do meu coração,
venho para anunciar a estreia do primeiro curta do qual tive a honra de participar... \o/. ATIROU PARA MATAR estreia dia 13/12/2014, no Cine Arte Pajuçara. Quero todo mundo lá, viu povo??
Direção e Roteiro: Nuno Balducci
Elenco: Jader Rodrigues, Mauro Braga, José Aragão, Sharon Yung Hsu, Louryne Simões, Elisio Silva, Luis Carlos, Mony Cavalcante Direção de Produção: Ismélia Tavares, Rafhael Barbosa Produção Executiva: Ismélia Tavares, Rafhael Barbosa Assistente de Produção: Paulo André Silver Diretor Assistente: João Paulo Santos, Nivaldo Vasconcelos Preparação de Elenco: Nivaldo Vasconcelos Direção de Fotografia: Michel Rios Assistente de Fotografia: Jul Sousa Montagem: Felipe Rios, Nuno Balducci Finalização: Felipe Rios Som Direto e Mixagem: Emmanuel Miranda Direção de Arte: Sabrina Menedotti Produção de Objetos: Sabrina Menedotti, Ismélia Tavares Gaffer: Edner Careca Still e Making of: Vanessa Mota Maquiagem: Rosa Calheiros
Oi pipôu, hoje venho finalmente falar de um trabalho que eu tava querendo falar a um tempão e não podia ainda: Minha participação no curtametragem Atirou para Matar, de Nuno Balducci, o qual contou com uma equipe fantástica com a qual tive a honra de trabalhar *_*.
Foi minha primeira experiência com set de filmagem, gravação, enfim... Já que, como alguns de vocês talvez saibam, apesar de eu também estar no elenco de Dani: minha vida, minha história e uma música, de Josenil Bandeira, como falei aqui, nós não gravamos ainda. E foi uma experiência muito enriquecedora mesmo tratando-se de uma pequena participação. Sim, pessoas, eu não sou nenhum tipo de Bond Girl no filme... =P. Faço uma participação pequena que me rendeu muitas alegrias e aprendizados e por isso sou eternamente grata ao Nuno e a toda a equipe maravilhosa que esteve comigo. Mas mando um "obrigada" todo especial para Nivaldo Vasconcelos (pq já sou super fã dele) e ao meu amigo Jader Rodrigues (que tá aí logo em cima no cartaz), que com certeza, só por essa foto deve ter feito um trabalho magnífico *_* (sim, tb n vi o filme ainda. Tô doida p ver!). Muito obrigada mesmo pessoal! Foi uma honra trabalhar com vocês e a gente se encontra em outros trabalhos, assim espero *_*
Em breve tá chegando pessoal!! E o cinema alagoano crescendo lindo lindo! *_*
Direção e Roteiro: Nuno Balducci
Elenco: Jader Rodrigues, Mauro Braga, José Aragão, Sharon Yung Hsu, Louryne Simões, Elisio Silva, Luis Carlos, Mony Cavalcante Direção de Produção: Ismélia Tavares, Rafhael Barbosa Produção Executiva: Ismélia Tavares, Rafhael Barbosa Assistente de Produção: Paulo André Silver Diretor Assistente: João Paulo Santos, Nivaldo Vasconcelos Preparação de Elenco: Nivaldo Vasconcelos Direção de Fotografia: Michel Rios Assistente de Fotografia: Jul Sousa Montagem: Felipe Rios, Nuno Balducci Finalização: Felipe Rios Som Direto e Mixagem: Emmanuel Miranda Direção de Arte: Sabrina Menedotti Produção de Objetos: Sabrina Menedotti, Ismélia Tavares Gaffer: Edner Careca Still e Making of: Vanessa Mota Maquiagem: Rosa Calheiros
P.S: Ia esperar a sinopse do filme para fazer essa publicação, mas a ansiedade não deixou =P (sou dessas!). Mais tarde volto e acrescento a sinopse aqui :*
Vim pra dar uma notícia bem legal pra vocês: o exercício cênico do módulo 2 do curso de Arte Dramática da Escola Técnica de ArteS (minha turma =P), feito com base em cenas da peça Vamos?, de Mário Viana e Roda Viva, de Chico Buarque será reapresentado semana que vem!!! (OBAAAA) \o/. Agora, não tem mais motivos pra NINGUÉM ficar de fora, né?
A reapresentação será dia 21 de novembro de 2014 (próxima sexta feira), às 18:30, no Espaço Cultural da Ufal (Antiga reitoria, em frente à praça Sinimbú). Cheguem cedo pra não perderem minha cena e do meu parceiro de sempre Jadir Pereira, pois a nossa será uma das primeiras cenas. Embora todas estejam dignas da atenção e da acolhida dos olhos e ouvidos de vocês...
Não ousem perder dessa vez, tá? (Aqueles que perderam a primeira apresentação). E quem já assistiu, vá lá assistir de novo e falem bem muito da gente pros amigos de vocês irem nos ver também :D
Já a algum tempo fiquei devendo uma postagem só sobre a minha estreia. Demorou, mas chegou *_*:
Bom, tudo começou a alguns meses atrás quando eu fui convidada pela Cia Fulanos Ih Sicranos, companhia essa que já tem uma grande importância na minha formação como atriz, para integrar o elenco para sua próxima montagem: João e o pé de feijão. Inicialmente as apresentações faziam parte do Projeto Escola, portanto trocariam os palcos pelos pátios :P.
Eu fiquei super ultra mega power feliz com o convite e LÓÓÓÓÓÓÓGICOO que aceitei na hora... =P. Como eu disse antes, a companhia tem grande importância pra mim e eu devo muito do que sei até agora a ela e fiquei super honrada com a oportunidade. A ideia era contar essa história que todo mundo acha que já conhece tão bem de um jeito um pouco mais fulano, um pouco mais musical, um pouco mais sertanejo, um pouco mais cordel e sem essa de um personagem só para cada um (sim, praticamente todos nós fizemos pelo menos uns três personagens... \o/)... *_*. O resultado ficou lindo!!
Plantada a semente, nosso pé de feijão começou a crescer. Foram meses de ensaios, de produção, de ideias discutidas e rediscutidas, mas de muita alegria e energia boa também no meio de todo o nervosismo pré-estreia.
E eis que chegou o grande dia!
A ESTREIA
Para completar toda a magia do momento, estreamos no Colégio Atheneu, no qual vivi meu ensino médio. Ou seja, comecei essa etapa da minha vida no mesmo lugar onde encerrei outra a alguns anos atrás. Apresentamos durante a semana da criança. Foram 10 apresentações em 4 dias. E foram 4 dias MARAVILHOSOS!! De muito aprendizado, muitos olhos brilhantes, muitos sorrisos lindos, muitas risadas e zueiras internas, algumas crises de riso e muita emoção.
E aqui está um vídeo que mostra um trecho da abertura da peça na nossa estreia... *_*
O que eu aprendi com João e o pé de feijão
João e o pé de Feijão conta principalmente a história de um menino que acreditou na magia. Um menino que passava fome e vivia a pobreza com sua mãe e sua melhor amiga, a vaquinha Clotilde, mas,ainda assim, não duvidou que a magia ainda existia quando alguém chegou pra ele e disse que existiam alguns feijões mágicos que poderiam resolver qualquer coisa. É também a história de uma mulher que tinha um filho pra cuidar e cujo cansaço na vida lhe tirou as condições de acreditar em feijões mágicos, fazendo-a assim jogar a magia pela janela. Assim, como era também a história de um gigante que tinha tudo (ouro, magia e castelo) menos olhos para enxergar o real valor de tudo isso... João e o pé de feijão é a nossa história. A história de uma humanidade dividida o tempo inteiro entre o sentir e o racional, entre as asas e os pés no chão. A emoção foi muito maior porque, acredite (e quem me conhece bem sabe) essa história tem MUITO a ver comigo. E a magia já é enorme por eu ter estreado em um lugar que já fazia parte da minha vida justo com ela que fala tanto de mim quanto fala de um João. Então, tome seu lugar na plateia e veja sua história também. Pode ter certeza, você também está nela.
Finalizando
Se você me perguntar sobre o quanto eu sonhei com teatro infantil, eu, provavelmente, vou responder que nunca sonhei tanto assim com ele. Mas depois de João e o pé de Feijão, eu, provavelmente, acrescentarei a essa resposta que poucas coisas dentre as que meus olhos já viram nesse mundo são tão lindas quanto os olhares daquelas crianças. Elas fazem a gente sentir como o ser mais mágico do mundo, como se nada mais no mundo fosse tão encantador quanto você. Eu fiquei extremamente emocionada. Vocês provavelmente não sabem; mas poucas coisas são mais emocionantes que uma criança te dando tchau 100 vezes simplesmente porque não quer sair de perto de você; ou do que uma criança chegar e te dizer: "ei, eu quero ir junto com vocês e contar história igual vocês contam...". Foi uma experiência que eu realmente espero não esquecer em momento algum. E mais do que isso. Quero que isso vire essência em mim. Que eu sempre olhe para o teatro com o mesmo encanto e magia que aquelas crianças olharam para nós durante aquelas apresentações. Porque nada faz sentido se os olhos não brilham mais.
Direção:
Arthur Martins
Elenco:
Arthur Martins
Anderson Fidellis
Marina Rosa
Louryne Simões
Fotos e vídeo:
Jadir Pereira (exceto as duas últimas fotos, as quais são creditadas a Adriano Arantos)
Agora em novembro, João e o pé de feijão, da Cia Fulanos Ih Sicranos, ganhará os palcos pela primeira vez... *_*. Ou seja, em breve, teremos mais novidades por aqui... Porque esse pé de feijão ainda tem muita nuvem pra alcançar... *_*