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sábado, 23 de janeiro de 2016

Palco: Roda de histórias Conta Conto




     Gente linda, passando só pra dizer que amanhã tem de novo a roda de contação de histórias Conta Conto. Amanhã a roda acontece às 15 horas na rua fechada da orla da Ponta Verde. Vamo lá porque tá lindo *_*. Quando fiz a postagem de ontem tava faltando pouco pra começar e por isso não deu tempo de explicar com mais calma, mas hoje dá \o/. O Conta Conto é o trabalho de conclusão da disciplina "Narrativas na rua" da minha turma da ETA; E o que eu digo é que a roda tá lindaaa :P. Contamos histórias brasileiras e africanas. E o melhor de tudo: Quem escolhe a história que quer ouvir é você!
       Portanto, se amanhã você passar pela rua fechada da orla da Ponta Verde, por volta das 15 horas, e vir um grupo com lindos turbantes na cabeça, se aprochegue! Venha ouvir lindas histórias e levá-las com você. De quebra, você ainda conhece um pouco da cultura africana ;).Aguardo todos lá!

Louryne Simões
      

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Palco: Roda de Histórias Conta Conto

Pessoal, é daqui a pouco! Corre!!!

Roda de contação de histórias brasileiras e africanas.

às 19:30, na orla da pajuçara.

Depois eu explico melhor.

Corre que vai ser lindo!!!!!!!



Louryne Simões

domingo, 10 de janeiro de 2016

Palco: Luna

   


       Então, gente...
      Hoje eu tô aqui pra contar do meu último trabalho: a gatinha Luna. E a primeira coisa que eu quero dizer sobre ela é que ela me foi um presente com gosto de desafio. O sentimento que a experiência de dar vida a ela me causou foi tão grande que, agora mesmo, escrevi e apaguei várias vezes o início deste texto por não achar as palavras certas pra traduzir isso pra vcs.
        Vamos, então, começar pelo começo, não é?
        A Luna é uma personagem da versão da ETA para o clássico Pinóquio, nosso trabalho de conclusão do terceiro módulo, e não existe na sua versão original; ou seja, só quem foi conferir a montagem teve a oportunidade de conhecê-la. Ela é a gatinha do Gepeto; é dócil e muito lindinha, mas muito manhosa, mimada e ciumenta também.


  • Preparação da personagem
     Sempre me lembro do dia em que o nosso diretor e professor Alex Cerqueira anunciou qual seria a nossa peça. Lembro que antes de anunciar ele perguntou o que nós esperávamos do nosso próximo trabalho; e eu lembro que pedi desafio. Disse que queria algo que me desafiasse, que exigisse de mim, me fizesse suar e crescer como atriz. Até fiz um post sobre esse início de processo bem aqui, mas gostaria de destacar um trecho que escrevi lá:

"Sexta-feira ficamos sabendo o projeto da nossa primeira montagem e nos apaixonamos perdidamente (e falo no plural mesmo porque sei que a maior parte dos meus colegas, se não todos eles, ficaram mesmo tão apaixonados quanto eu). E eu fui conquistada exatamente pelo que eu vinha pedindo: desafio, algo que exigisse meu suor. (...)Estou feliz. Estou suando"

    De fato foi isso que eu tive. A Luna exigiu um bocado de mim. Eu estava perdidamente encantada pela chance de viver uma gata no teatro, mas vi que nem tudo são flores e encanto. Tem muito suor e esforço envolvido também: Nossa, só eu sei de quantos ensaios eu saí achando que não ia conseguir; e como ficava chateada por saber que a Luna tava aqui dentro de mim e mesmo assim eu não sentia como se estivesse conseguindo deixá-la aparecer aqui do lado de fora também. Foi a primeira personagem a me atingir desse jeito, a ponto de me dar uma chacoalhada, olhar nos meus olhos e perguntar: "E aí? Cadê a atriz tão elogiada agora?". Eu lembro que tinha traçado uma meta: As pessoas deveriam ver a gata em cena antes do primeiro miau, antes de qualquer maquiagem ou caracterização.
           Comecei a ler sobre gatos, pesquisar, salvar um monte de vídeos, escutei "História  de uma gata", dos Saltimbancos, e "Negro gato", ou qq outra música que falasse de gatos, como se não fosse haver amanhã (meu irmão já não aguentava mais). Relembrei a importância de um diário de bordo em um processo como esse e fiz um diário só pra construção da Luna. Pensei mil vezes em adotar um gato nesse período. Sentiram? Pois é, a coisa tava nesse nível. Foi nesse meio tempo que surgiu a Penélope, uma gatinha linda e muito fofa que apareceu na minha casa (ela deve ter sentido que ali morava uma atriz desesperada que precisava dela). Sim, é isso mesmo que vocês estão pensando, nós a adotamos (esse nome, inclusive, só veio depois que optamos por isso) e ela me ensinou um monte sobre como ser uma gata.
    Uma ou duas semanas antes da estreia os elogios começaram a vir. As pessoas começaram justamente a dizer que eu estava realmente uma gata em cena. Eu finalmente sentia que tinha alcançado minha meta traçada lá no início. Embora sabendo que podia ser melhor (continuo achando isso até agora), já começava a vir uma sensação de satisfação. A Luna estava nascendo.


  • Apresentações 
      Ficamos em cartaz do dia 14 ao dia 18 de dezembro de 2015, na Sala Preta, no Espaço Cultural da Ufal. E foi tudo muito, mas muito acima das minhas expectativas! Estava tudo belíssimo... E além da beleza estética do espetáculo, tivemos casa cheia todas as noites. Foi uma experiência linda demais, da qual eu já começo a sentir saudades.



Foto de Alexandra Souza




Foto de Fernanda Tenório




Foto de Fernanda Tenório

           Ao final de cada apresentação, o carinho das crianças era uma recompensa e tanto, entre tantas outras. Me fez lembrar a época do João e o pé de feijão . Além disso, muita gente querida foi me ver: amigos, familiares... Alguns, inclusive, tentaram e não conseguiram graças às filas enormes (só eu sei como fiquei por isso). Enfim, tudo isso tornou a experiência do Pinóquio inesquecível. A Luna, além de um presente, se tornou inesquecível pra mim; e já deixou saudades.


  • Agradecimentos
      Há, provavelmente, dois amigos que estão no topo da minha lista de agradecimentos: A primeira é a Penélope. Eu nunca tinha tido tanta aproximação com gatos, era louca pra ter um quando criança, mas meu pai não permitiu, de modo que o contato com a Penélope permitiu que a Luna crescesse de uma maneira que seria mais difícil conseguir sem ela. E, dividindo com ela o topo dessa lista, Cleyton Alves. O Cleyton, que também é (um excelente) ator, já havia vivido um gato no musical "Os gatos, uma noite felina" apresentado aqui na cidade, e me deu uma série de dicas super importantes para que eu pudesse ser uma gata nos palcos. A assistência dele foi super importante pro meu processo pessoal na construção dessa personagem e eu não canso de agradecê-lo por isso. As dicas dele aliadas à observação da Penélope possibilitaram muito do meu trabalho nesta peça.
      Mas a lista de agradecimentos é enorme: Ao meu diretor e professor Alex Cerqueira, por ter acreditado em mim e me dado essa personagem incrível. E a todos os professores David Farias, Toni Edson, Geová Amorim, Reginaldo Oliveira pelas inestimáveis orientações. Aos meus colegas de sala e elenco que sempre sempre acreditam em mim, msm quando eu mesma duvido, e assim me ajudam a crescer. Vocês nem sabem o quanto. À Poly, pelos figurinos lindíssimos *_*. À Carol, por ter feito a maquiagem da Luna tão linda e delicada. às fotógrafas Karla Lima, Alexandra Souza e Fernanda Tenório pelo belíssimo registro que fizeram da Luna. Muito obrigada, meninas. Desde o primeiro dia eu queria fotos da Luna, mas o que eu ganhei de vcs foi muito melhor do qq foto que sonhei. E sem vcs este post não estaria tão lindo. E, por fim, a todos que contribuíram para que o Pinóquio acontecesse, porque acabaram contribuindo também para o crescimento de uma atriz, então muito obrigada!
         Eu também não poderia deixar de agradecer aos meus amigos e a minha família, que fizeram o possível para assistir à peça. Nem todos conseguiram. Mas ainda assim eu queria dizer que vcs não tem noção do quanto foi bom saber que vocês estavam lá por mim. Tudo fica mais bonito e mais doce pra mim quando eu sei que vocês estão lá enquanto eu tento realizar o sonho que carrego desde menina. Muito obrigada.
         E assim também para cada criança, cada mãe ou pai que levou seu filho ou filha para nos ver, para cada pessoa que compôs a nossa plateia durante aquela semana, muito obrigada por terem ajudado magia do Pinóquio a acontecer.


  • Concluindo...
      O processo para o Pinóquio foi um processo de amadurecimento para nós enquanto artistas. E o resultado foi uma surpresa, porque foi acima de qualquer expectativa: casa cheia em todas as noites, o carinho do público, especialmente das crianças... Enfim tudo... Não canso de dizer que a Luna foi um presente; e me ensinou muito. Saio do Pinóquio uma atriz mais forte, mas o Pinóquio ainda não saiu de mim. Já tenho saudades...




Louryne Simões
       

sábado, 12 de dezembro de 2015

Palco: Pinóquio

    Olá, povo lindo!
    Tô passando por aqui pra divulgar mais um trabalho lindo do qual estou participando e que nasce para o público nessa segunda, dia 14/12/2015: PINÓQUIO. Trata-se do trabalho de conclusão do terceiro módulo da minha turma da ETA e está ficando lindo lindo, pessoal!! *___* Vocês não podem perder! 
      Depois eu farei um post mais detalhado sobre os desafios que enfrentei para a construção dessa personagem; o que eu queria compartilhar desde agora é que foi um processo de trabalho que me fez crescer um bocado em uma série de aspectos, me desafiou, e só por isso já super valeu a pena. Mas, como se fosse pouco, o resultado está ficando lindo! Agora só indo conferir pra ter certeza né?
       Então, gente, Pinóquio acontecerá da segunda, 14/12/2015, até a sexta,18/12/2015, no Teatro Sala Preta, que fica no Espaço Cultural da Ufal, em frente à praça Sinimbú. E o melhor: Entrada Franca! Então, não tem desculpa, hein! Espero todos lá ;) 


quinta-feira, 21 de maio de 2015

O que vem por aí: Preparação

     Bom dia povo lindo do meu cantinho... *_*
     Venho rapidinho só pra compartilhar como anda o processo pra fazer nascer minha próxima personagem que ganhará o tablado. Há algumas postagens eu contei que esse ano seria ano de montagens para a minha turma na ETA. Expliquei que teremos duas montagens no ano letivo, cada uma referente a um semestre. Pois bem, estamos no processo de preparação da primeira (ontem também citei como andava sem tempo por vários projetos). Vim aqui contar um pouco de como anda esse processo.
     Começarei dizendo que ele já está caminhando para o final, já que a previsão de estreia é pra logo. Muito logo. Do tipo vocês vão piscar os olhos e já terá chegado o grande dia. Sendo assim, já foram várias oficinas, dias de ensaio e preparação, alguns desencontros e puxões de orelha tb, pq isso faz parte kkkk, mas o fato é que a coisa tá andando. 
      E no início dessa caminhada, eu havia ficado eufórica quando soube qual seria a minha personagem, só de imaginar o trabalho que eu teria, o quanto ela exigiria de mim. E, gatos, ela exigiu, viu... N tem sido mole n. A cada ensaio sempre com aquela sensação de "N chegou lá ainda. N chegou nem perto de lá"... Mas é desse tipo de trabalho que eu gosto, admito. esse que me força a sair de uma zona de conforto pra pode ficar minimamente satisfeita. 
      Ocorre que essa semana dois momentos do processo parecem ter colaborado enormemente para essa personagem acordar mais ainda dentro de mim:
     O primeiro foi um ensaio em que estava sendo especialmente observado o trabalho vocal que estávamos preparando para nossos personagens. Cada um de nós recebeu de nosso professor e preparador vocal, Geová Amorim, a crítica que lhes cabia; e quando chegou o momento de receber as minhas, acordei para uma série de coisas que eu poderia estar fazendo muito melhor e que não estava talvez por não ter me dedicado como deveria por ter deixado que outros assuntos atrapalhassem essa dedicação. É por coisas assim que gosto de críticas. Sempre consigo tirar algo que me faz crescer mais com elas. Até hoje, nesses meus primeiros passinhos de atriz, nunca recebi nenhuma crítica que não tivesse colaborado com o meu crescimento. Sou grata por cada uma delas. E assim também com essas do professor Geová. Me acordaram e acordaram a personagem aqui dentro. Por isso, gratidão. Sinto-a agora mais perto de nascer como deve para que vocês possam também se apaixonar por ela como eu me apaixonei. 
      Pois bem, no dia seguinte a esse ensaio também seria dia de ensaio e eu estava super empolgada para tentar usar os apontamentos do dia anterior de forma a melhorar meu desempenho. Porém, nosso professor e diretor Alex Cerqueira avisou depois que não haveria ensaio naquele dia pois ele queria fazer o primeiro teste de maquiagem. Isto é, ele faria a maquiagem de alguns personagens para que víssemos e pudéssemos assim treinar em casa, já que nos dias de apresentação seremos nós a fazer a make também. Fiquei meio "Ahhh" pq n teria ensaio, mas logo lembrei que se tem coisa que também ajuda a acordar personagens dentro da gente são o figurino e maquiagem.
     E assim foi... eu fui uma das sorteadas em quem ele fez a prova da maquiagem para servir de modelo para os outros colegas (e para mim mesma já que eu vou ter que treinar depois). e, gente... Mesmo ele tendo avisado que aquela não seria a maquiagem do grande dia, apenas um modelo que ele estava mostrando para que treinássemos depois, ver aquela máscara no meu rosto contribuiu demais para que eu acordasse ainda mais essa personagem. Quando cheguei em casa passei horas brincando de acordá-la, horas que eu resisti em tirar a maquiagem do rosto e eu acredito sim que isso contribuiu muito para o processo. Foram dois dias que me tocaram ainda mais que outros dias. 
      Resultado: estou super apaixonada pela personagem que tenho visto em minha cabeça e espero conseguir trazê-la para o meu corpo para mostrá-la a vocês. E conseguindo isso, espero que vocês se apaixonem por ela como eu. 
        Aí segue uma das fotos da prova de maquiagem. tenho várias e várias, mas vou colocar só essa, só pra manter o suspense mais um pouquinho... :P



P.S: Falando dessa coisa de "crescimento de atriz", estava eu ontem lendo os primeiros posts desse blog e vendo os vídeos antigos. Me diverti um bocado, mas porque a cada vídeo que eu assistia, eu pensava "gente, que horrível, como eu tive coragem de postar isso? Se fosse fazer isso hoje, eu faria de jeito tal.." kkkk. Aí foi que veio a parte gostosa: Percebi que este blog tem cumprido seu propósito pra mim. O propósito que eu tinha para ele quando o criei: registrar meu crescimento e evolução. Ele tem feito isso. Lendo os posts antigos e vendo os primeiros vídeos tenho aprendido comigo mesma ao mesmo tempo que posso ver que devagar eu vou crescendo e ficando um pouco melhor a cada novo desafio que me é proposto. Que continue assim. E que eu nunca esqueça que é sempre possível aprender e crescer mais. Ainda não sou a atriz que eu quero ser. Mas isso também é bom.



Louryne Simões

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Oficina Teatro do Oprimido

     Quarta feira passada, dia 1/4, recebemos na ETA o ator Dodi Leal para nos aplicar uma oficina do Teatro do Oprimido, vertente do Teatro fundada pelo brasileiro Augusto Boal. Boal participava da política ativamente chegando a ser exilado do país durante a ditadura militar; seu Teatro herdou seu ativismo. Também conhecido como Teatro do diálogo, o Teatro do Oprimido é conhecido por discutir no palco questões político-sociais, especialmente no que é referente a dar voz para as classes que não tem. É um teatro contra a opressão. E, em se tratando de um Teatro que defende que todos deveriam ter voz, ele mesmo não poderia excluir ninguém, não é? Assim sendo, o Teatro considera que todos nós podemos ser atores, assim como todos podemos ser espectadores.
      Sobre isso, o professor Lindomar pode dizer melhor que eu bem aqui, de onde retirei o seguinte trecho:

"O “Teatro do Oprimido”, de acordo com o próprio Boal, pretende transformar o espectador, que assume uma forma passiva diante do teatro aristotélico, com o recurso da quarta parede, em sujeito atuante, transformador da ação dramática que lhe é apresentada, de forma que ele mesmo, espectador, passe a protagonista e transformador da ação dramática. A idéia central é que o espectador ensaie a sua própria revolução sem delegar papéis aos personagens, desta forma conscientizando-se da sua autonomia diante dos fatos cotidianos, indo em direção a sua real liberdade de ação, sendo todos “espect-atores”.

    Assim, o Teatro do Oprimido é um dos poucos que dá tanta importância aos espectadores quanto aos atores. Afinal todos somos atores e todos somos espectadores na vida cotidiana, não é mesmo? E porque no Teatro seria diferente? Perguntemo-nos então: Onde temos estado mais? No palco, atuando, ou apenas assistindo como o mundo se desenrola?



  •      EU NO TEATRO DO OPRIMIDO
     Embora eu já escute falar do Teatro do Oprimido desde quando dei meus primeiros passos nas tábuas, nunca tinha feito uma oficina nessa vertente. Adorei. Aprendi bastante e vi como realmente o Teatro pode servir a esse propósito de ser questionador e revolucionador na sociedade. O tema dessa oficina especificamente foi travestilidades, mas fomos muito além desse tema, falamos de machismo também, do homem, da mulher, de gêneros e me senti voltando pra casa como quem fazendo o que mais ama, em casa, ou seja, no teatro, falou de coisa séria... E falou sem pesar. Sem pesar o clima. Sem se sentir pesada. Falar de política no Teatro é outra coisa. Pelo menos pra mim. Além disso, Dodi realmente conduziu cada momento da oficina sempre com muita dialogicidade realmente. Foi uma delícia participar da oficina e me senti aprendendo. E percebendo como realmente o teatro pode ser transformador (coisa que eu achava que já sabia, mas a oficina me fez sentir isso mais na prática, o que foi muito melhor.)

      E, sendo assim, aproveito para renovar meus agradecimentos a Dodi Leal e super indicar que qualquer ator (ou não-ator) participe sim de oficinas do teatro do oprimido. Aprender a (se) questionar, a se rever, se refletir é fundamental. Não há como fugir da política. Se você foge dela, você entrega os seus direitos de mão beijada nas mãos de outras pessoas. Não façamos isso. E aproveitando a era que estamos vivendo, tão cheia de "vontade política" por meio do povo, né? (super atenção para as aspas, por favor), que questionemos com força, mas sem perder a ternura e a leveza... =). Eu não saberia como terminar esse post, porque não pararia nunca de ressaltar as qualidades e vantagens de se fazer o teatro do Oprimido, então vou parar no simples "eu faria de novo.", "é necessário" e "faça você também."








Louryne Simões

terça-feira, 31 de março de 2015

Camarim: Se uma estrela aparecer...

      Bom, pessoas lindas da minha vida, nesse fim de semana que passou eu fiz um post sobre como vinha me sentindo um tanto estremecida comigo mesma por ter me atrasado nos meus compromissos com meu estudo do teatro na ETA. Mas o teatro é tão pai, mãe e lar pra mim que me deu colo... Fiz o pedido a uma estrela e agora cá estou... Com sono e um tanto dolorida, mas tão tão feliz que tinha que vir aqui compartilhar rapidamente um pouco dessa felicidade com vocês *_*. Explico:

      Esse ano minha turma de teatro da ETA deve apresentar duas montagens, uma para cada semestre. Sexta-feira ficamos sabendo o projeto da nossa primeira montagem e nos apaixonamos perdidamente (e falo no plural mesmo porque sei que a maior parte dos meus colegas, se não todos eles, ficaram mesmo tão apaixonados quanto eu). E eu fui conquistada exatamente pelo que eu vinha pedindo: desafio, algo que exigisse meu suor. A história que vamos contar nem tinha tanto espaço no meu coração, mas tem conquistado cada vez mais desde o dia que eu soube só pela ideia do trabalho que eu sabia que iria ter. E ontem e hoje isso se confirmou: fizemos duas oficinas preparatórias que já me fizeram trabalhar com coisas com as quais nunca tinha trabalhado antes por personagem nenhum. Hoje estou dolorida por conta da oficina preparatória de hoje e terei que trabalhar amanhã e sei que estarei morta, mas estou imensamente feliz. Pelo desafio, pelo trabalho, pela oportunidade de aprender e de viver coisas que ainda não tinha vivido até agora e até pelo resultado que ainda está tão longe, mas que sei que se vier de um processo que continue do jeito que está até agora será absolutamente lindo. 
      Ainda não posso compartilhar com vocês qual será a peça ou qualquer coisa mais clara relacionada a ela. Ainda é cedo. Mas quis compartilhar minha felicidade. Quis chegar aqui e dizer que estou feliz. Muito feliz. Porque estou trabalhando, porque estou suando, porque estou em um projeto no qual sairei muito melhor atriz só pelo processo no qual ele está me colocando e quis dizer isso da mesma forma que dia desses disse que não estava muito satisfeita comigo mesma. Não estava porque não estava vivendo o palco como gosto desde as férias e já estava numa saudade amarga. Mas agora não. Agora estou de volta. Estou em casa, pessoal. Estou feliz. Estou suando.

Louryne Simões

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Palco: Vamos?

      Ontem, 22/10/2014, a minha turma da Escola Técnica de Artes encerrou as apresentações do seu exercício cênico montado com base na peça de Mário Viana, Vamos?, e em uma cena de Roda Viva, de Chico Buarque. Eu me apresentei ontem ao lado de Jadir Pereira. E tudo saiu lindo *_*. Obrigada a quem compareceu e a quem não pôde comparecer, mas enviou todas as energias positivas para que essa magia acontecesse *_*. 





      E as boas notícias são que... Provavelmente esses exercícios cênicos serão reapresentados durante a semana da ETA (obaaa \o/).  Ou seja, quem não pôde prestigiar ontem, poderá fazer isso durante essa semana =D (n tem mais desculpa, né galera??). Trarei mais notícias sobre isso em breve :*

                             Louryne Simões

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

MUDANÇA DE DATA DE APRESENTAÇÃO: Vamos?

      Oi pessoal lindo!
      Há algumas postagens venho divulgando o exercício cênico da minha turma de arte dramática na Escola Técnica de Artes. Informei que eu o apresentaria, juntamente com Jadir Pereira, hoje (17/10/2014), à noite (provavelmente às 19:30), no teatro Sala Preta, no Espaço cultural da Ufal. Bom, todas as informações continuam valendo exceto a data. A apresentação foi adiada para semana que vem. 
       Como eu já tinha explicado, o exercício cênico será feito em duplas com a apresentação de várias cenas da peça Vamos, de Mario Viana e Roda Viva, de Chico Buarque (isso eu ainda n tinha dito :P). As duplas agora estão divididas entre os dias 20 e 22/10/2014, às 19:30, no Teatro Sala Preta, no Espaço Cultural da Ufal. Minha cena será apresentada no dia 22/10/2014. E eu gostaria de mais uma vez reforçar o convite para que vocês venham assistir ;).

domingo, 27 de julho de 2014

Palco: Fedra (O Amor de Fedra- Sarah Kane)

    Desde menina já sonhando com o teatro, minha mãe, então pesquisou se haveria na minha cidade alguma escola de teatro onde eu pudesse estudar; se ainda hoje o incentivo à cultura em Alagoas é pouco, na época era ainda pior, mas já existia o curso de teatro que se realizava no Espaço cultural da Universidade Federal de Alagoas. O problema era que para ingressar lá era necessário ter concluído o ensino médio e as aulas eram noturnas. Tive que esperar mais um pouco então... Depois veio a faculdade e o sonho do teatro ficou engavetado por mais um tempo. Até que esse ano eu me inscrevi para aquele curso, o qual, com o tempo se modificou: Hoje é o curso de Arte dramática da Escola Técnica de Artes- ETA.
     Para entrar, dois testes tinham que ser feitos: A primeira etapa consistia de um teste de interpretação, onde os candidatos deveriam escolher um texto dentre os disponibilizados pela escola para interpretar em janeiro desse ano (se não me engano no dia 5) para uma banca formada pelos professores da escola. A segunda etapa consistiria de um teste de expressão corporal. Trabalharíamos essa expressão em cima de uma música também disponibilizada pela escola e apresentaríamos também para uma banca.

     O Vídeo abaixo foi gravado um dia antes do teste com o objetivo de autoavaliação. Eu gosto de me assistir para me criticar, sabe... =P Consigo me trabalhar melhor assim, já que consigo perceber alguns "erros" de atuação, postura ou qualquer coisa do tipo. Algumas observações sobre o vídeo:

  • Estão faltando os segundos finais do vídeo; se não me engano a máquina havia descarregado -.-
  • Em alguns momentos a imagem embaça... Coisas da máquina também. Como disse, não estava preocupada com um vídeo perfeito, porque até então só eu o veria.
  • Não reparem na bagunça da casa. É uma bagunça artística vai.... kkkkkk. Mas, enfim, aqui também vale o argumento de que só eu mesma veria o vídeo.
  • A roupa e a maquiagem foram as mesmas usadas no dia seguinte para o teste propriamente dito, pois estava experimentando se tudo aquilo (figurino, maquiagem, penteado) funcionavam também.  É claro que o efeito no palco, com iluminação e tudo mais foi ainda melhor.
  • O texto de Sarah Kane é mais forte e pesado que o de Eurípides. Não indicaria esse vídeo para crianças unicamente por isso.
     A personagem é a Fedra, mas não a Fedra clássica, de Eurípides, e sim a de uma versão mais moderna escrita por Sarah Kane. Vejamos um pouco sobre ela:

  • FEDRA
  Na mitologia, Fedra é filha do rei Minos, rei de Creta, e de Pasifae, filha de Helio e mãe do Minotauro. Ela se casou com Teseu, rei de Atenas, A peripécia começa quando ela, por uma armada de Afrodite, acaba se apaixonando perdidamente pelo filho dele, Hipólito. A tragédia recai sobre os três personagens de forma catártica e ganhou várias versões, dentre elas a de Sarah Kane, cujo texto é mais moderno e mais pesado e é a que trabalhei neste vídeo. Repito, portanto, que não o recomendo para crianças.

    Ademais, espero que gostem... =)





    
    E eu vivi a Fedra por menos de 5 min e já tenho um carinho enorme por ela. Fico imaginando os atores que continuam um trabalho por meses e meses ou até anos.
     E para fechar o post com Beleza, vai essa pintura, que eu acabei de conhecer, da Fedra, por Alexandre Cabanel (que eu também não conhecia; me sentindo uma sem cultura agora). O quadro é lindíssimo e resume bem a primeira parte da tragédia.



Louryne Simões