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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Camarim: Eu no Filmow!! *_*

     Passando rapidamente só pra compartilhar uma dessas bobagens que deixam a gente super feliz... *_* Acabei de me achar no Filmow, gente! O Filmow, para quem não conhece, é uma espécie de rede social para cinéfilos, digamos assim... Você vai marcando os filmes que já viu, os que gostaria de ver, pode trocar impressões com outras pessoas que assistiram, enfim... E pode marcar os artistas de quem vc é fã ou apenas comentar o trabalho de um ou outro ator em determinado filme. è bem legal. E eu estou por lá (Obaaa *_*)! O cinema tem espaço quase tão grande quanto o teatro no meu coração (talvez só um pouquinho menor... Bem pouquinho :P) e eu já participava do filmow, mas com o meu perfil mesmo apenas pra registrar os filmes que ia assistindo... Agora descobri que o fofo do Nuno Balducci, diretor do único curta do qual participei até então, o premiado "Atirou para matar", havia me cadastrado como artista por lá... *_*. Qualquer dia desses, a lista de filmes tem crescido, né? Quem sabe? Obrigada Nuno =)

        Pra quem não acreditou em mim, segue o link bem aqui ó. E olha a minha foto por lá: 


      Enfim, pessoas lindas só pra compartilhar minha pequena alegria mesmo =)

Beijo Beijo,

Louryne Simões

terça-feira, 31 de março de 2015

Camarim: Se uma estrela aparecer...

      Bom, pessoas lindas da minha vida, nesse fim de semana que passou eu fiz um post sobre como vinha me sentindo um tanto estremecida comigo mesma por ter me atrasado nos meus compromissos com meu estudo do teatro na ETA. Mas o teatro é tão pai, mãe e lar pra mim que me deu colo... Fiz o pedido a uma estrela e agora cá estou... Com sono e um tanto dolorida, mas tão tão feliz que tinha que vir aqui compartilhar rapidamente um pouco dessa felicidade com vocês *_*. Explico:

      Esse ano minha turma de teatro da ETA deve apresentar duas montagens, uma para cada semestre. Sexta-feira ficamos sabendo o projeto da nossa primeira montagem e nos apaixonamos perdidamente (e falo no plural mesmo porque sei que a maior parte dos meus colegas, se não todos eles, ficaram mesmo tão apaixonados quanto eu). E eu fui conquistada exatamente pelo que eu vinha pedindo: desafio, algo que exigisse meu suor. A história que vamos contar nem tinha tanto espaço no meu coração, mas tem conquistado cada vez mais desde o dia que eu soube só pela ideia do trabalho que eu sabia que iria ter. E ontem e hoje isso se confirmou: fizemos duas oficinas preparatórias que já me fizeram trabalhar com coisas com as quais nunca tinha trabalhado antes por personagem nenhum. Hoje estou dolorida por conta da oficina preparatória de hoje e terei que trabalhar amanhã e sei que estarei morta, mas estou imensamente feliz. Pelo desafio, pelo trabalho, pela oportunidade de aprender e de viver coisas que ainda não tinha vivido até agora e até pelo resultado que ainda está tão longe, mas que sei que se vier de um processo que continue do jeito que está até agora será absolutamente lindo. 
      Ainda não posso compartilhar com vocês qual será a peça ou qualquer coisa mais clara relacionada a ela. Ainda é cedo. Mas quis compartilhar minha felicidade. Quis chegar aqui e dizer que estou feliz. Muito feliz. Porque estou trabalhando, porque estou suando, porque estou em um projeto no qual sairei muito melhor atriz só pelo processo no qual ele está me colocando e quis dizer isso da mesma forma que dia desses disse que não estava muito satisfeita comigo mesma. Não estava porque não estava vivendo o palco como gosto desde as férias e já estava numa saudade amarga. Mas agora não. Agora estou de volta. Estou em casa, pessoal. Estou feliz. Estou suando.

Louryne Simões

domingo, 29 de março de 2015

Camarim: Menos atriz (?)

     As Aulas na ETA começaram no início desse mês, mas por motivos diversos -dentre os quais, um deles é o trabalho que, por ora, ainda é o que me sustenta (para quem não sabe, sou professora também) e outro que diz respeito a um grande projeto de ordem pessoal (que tb se relaciona ao primeiro motivo citado, já que preciso de dinheiro para realizá-lo) (ficou confuso, né? espero que não... bom, mas, basicamente, o que importa é essa próxima frase ->)- eu acabei perdendo praticamente as duas primeiras semanas de aulas e um exercício cênico maravilhoso do qual adoraria ter participado, até pq tinha parte minha no texto: Beatriz, foi um exercício cênico lindíssimo e muito comentado na Escola, dirigido pelo meu professor, Toni Edson, com vários dos meus colegas no elenco e partes de um conto, Amor, escrito por mim no texto final do exercício, além de trechos de um texto de Jorge de Lima, da música ciranda da bailarina, de Chico Buarque e partindo de outra música desse mesmo artista: Beatriz. Sentiram como deve ter sido lindo? E a honra de ter meu texto junto dos de artistas desse peso? Pois é, mas eu não estive lá. Espero conseguir algum vídeo para postar aqui, especialmente da parte onde meu texto aparece dito pelos meus colegas, se possível. Mas gostaria de ter estado lá tb.
     O fato é que não estar lá por ter priorizado (ainda que eu tenha sido forçada a priorizar, já que preciso de dinheiro, como todos nós) outras funções me fez sentir um pouco como se eu estivesse me traindo. Como se estivesse sucumbindo a esse sistema cruel que nos rege. Mas, por mais que eu queira, ainda não vivo só da minha arte e, para ser mais verdadeira e crua, o que ganho com ela não dá pra pagar quase nenhuma das minhas contas e, por mais sonhadoras que sejam as minhas asas de artista, eu faço parte de um mundo que é regido pelas leis de um sistema que gira em torno do dinheiro. Cruel, mas, verdade. Fazer o quê? Então me perdoei um pouco por isso.
     Mas ainda me senti meio que me traindo.
     O artista tem que se esforçar, estar em trabalho constante, nunca deve se reconhecer como perfeito ou pronto. É aprendiz constante. E o ator não é diferente. Deve estar em constante trabalho de observação, leitura e corpo. Duas semanas de atraso em relação aos meus colegas me fez sentir realmente atrasada, fiquei me perguntando se realmente estava me esforçando como deveria para ter aquilo que sempre quis. Entendo que tenho que trabalhar sim e me sustentar sim, mas não quero que isso me atrapalhe em ser a atriz que sonho ser um dia. E para ser essa atriz, ainda há muito suor a ser derramado.
     

     Então essa postagem é mais um lembrete para mim mesma para que eu não esqueça jamais de nunca ser medíocre na minha arte, de que tudo que eu faça seja visceral. Mas para isso devo me lembrar tb que o trabalho para alcançar esse objetivo seja de corpo e alma. E aí sim eu serei cada vez mais atriz. Cada vez mais a melhor atriz que eu puder. E a atriz de hoje será melhor que a de ontem e nem de longe tão boa quanto a de amanhã. Mas o caminho de tijolos amarelos para isso tem trabalho em lugar dos tijolinhos.



Louryne Simões
      

terça-feira, 3 de março de 2015

Camarim: 2014, o ano dos primeiros passos

     2014 já foi embora a meses e era de se esperar que como eu n tinha lhe feito nenhuma carta de despedida quando ele estava partindo, n fizesse agora. Mas farei. E farei porque 2014 foi pra mim um daqueles anos que não podem ir embora sem que a gente fale sobre ele. E eu provavelmente falarei dele ainda em muitos e muitos outros anos da minha vida. Foi um ano importante e especial em vários aspectos, mas no que diz respeito à minha caminhada de aprendiz de atriz, ele foi decisivo.
     Foi no início de 2014 que eu fiz meu primeiro teste de interpretação (Falei dele com mais detalhes aqui). Para entrar na Escola Técnica de Artes, para a qual já queria entrar a anos. Foi um momento super importante e único pra mim, que espero nunca esquecer e, mais que isso, viver de novo em um fechar de olhos. E Foi em 2014, e nessa Escola, a ETA, que foi me dada a oportunidade de viver personagens incríveis em cenas maravilhosas: Fui Fedra, fui Lisístrata, fui Linda Mascarenhas, fiz mulheres fortes e decididas... E cada uma dessas personagens permitiu que a Louryne fosse quem ela não é e vivesse coisas que ela não viveu (como uma greve de sexo na Grécia Antiga, por exemplo :P). E crescesse pra caramba com isso!
       Como não fosse presente suficiente, ainda foram me dadas oportunidades maravilhosas fora dessa escola que me acolheu: Pude trabalhar com uma Companhia que tem tanto do meu carinho (lê-se Fulanos Ih Sicranos) e viver uma história mágica como João e o pé de feijão, que diz tanto da minha própria história, e ainda descobrir a beleza sem igual do teatro infantil nos olhos encantados das crianças que nos assistiam. Adentrei meu outro encanto, o cinema, graças ao querido Nuno Balducci, que me deu a oportunidade de integrar o elenco do curta premiado "Atirou para Matar"...
           Ufa! Muito presente para um ano só de uma iniciante, não é? E muitas pessoas pra agradecer tamém... Mas é, eu fui abençoada assim... Então, por mais piegas que possa parecer, acho que se eu tivesse a oportunidade de falar algo para 2014 eu diria "Obrigada. Obrigada por me dar tanto. Saiba que você foi um ano que não passou. Estará, com certeza, em todos os outros anos da minha vida. De alguma forma."
             E que 2015 seja também tão gentil comigo! (como já está aparentando ser... Se tudo der certo, novidades por aí. Aguardem! :))

E meu beijo de hoje fica pra você que se foi,
Um beijo sorridente e levemente saudoso, 2014

Louryne Simões














sábado, 9 de agosto de 2014

Camarim: Alice no país do dinheiro

     Ontem meu dia foi uma montanha russa. Não vou entrar em detalhes, mas vou dizer apenas que me fez pensar sobre uma coisa que volta e meia volta à minha cabeça: Esse mundo é terreno demais. E o artista é um ser com asas. Esse mundo não é para o artista. Simplesmente, porque quer a todo instante fixá-lo no chão  e o artista quer é voar... Eu quero voar. Não consigo me contentar com o chão. Não consigo me sentir feliz de verdade se não estiver me relacionando com arte. Tenho que estar atuando ou escrevendo ou aprendendo sobre fotografia ou cinema. E na verdade, na verdade só consigo ficar feliz feliz mesmo se estiver fazendo tudo isso junto (como agora). 
       Mas isso me sai muito caro.
     Não falo pelo dinheiro não. Sinceramente já gastei fortunas com arte. Já deixei de comprar roupas e sapatos mesmo quando estava precisando para comprar um violão (que tá lá em casa e eu até hoje não sei tocar direito), comprei uma gaita que foi bem carinha esse ano (e estou feliz da vida aprendendo a tocá-la). Quando dos meus primeiros salários (como bolsista da universidade), ganhando 400 reais, ainda assim pagava metade desse salário no ballet (fora os outros gastos como roupa, sapatilhas. Amo ballet, mas é bem caro). Estou bem inclinada a comprar uma filmadora para finalmente começar a brincar de fazer meus próprios vídeos. E apesar de querer gastar todo o dinheiro que não tenho com o máximo de arte que eu puder, também já larguei empregos só pra poder dançar ballet e fazer teatro ou estudar cinema. Eu faria muito mais por arte. Eu faria muito mais pra viver de arte.
       Viver de arte... 
        Um sonho tão distante em um mundo onde o dinheiro é mais importante que o sonho e a felicidade, não é? Não... Aqui vale mais rechear a conta que o coração. Sabe o que é pior? As pessoas ainda entendem como se fosse tudo a mesma coisa. Como se felicidade fosse sinônimo de emprego fixo e carteira assinada. Mesmo que esse emprego nem seja bom e que no fim do mês nem as contas estejam pagas nem seu coração preenchido. Já a algum tempo comecei a me questionar sobre a diferença entre estar bem e ser feliz. Hoje em dia todo mundo se conformou em estar bem (que acaba sendo quase sempre a mesma coisa que estar confortável financeiramente, sabe). Eu quero é ser feliz, não consigo me conformar puramente em "estar bem". Especialmente, se esse "estar bem" significar "tenho dinheiro".
       Sou mesmo uma Poliana, Dorothy. Sou Alice. E ando procurando o país das maravilhas em um mundo onde o dinheiro é o centro. Por vezes até encontro. Por vezes... Porque, no geral, esse não é um mundo bom para Alices. E ainda assim  não consigo querer mudar. Talvez o frescor da juventude me guarde toda essa força e vontade, mas morro de medo de que o tempo apague as cores que eu ainda consigo ver no mundo. Morro de medo que essa Alice se transforme em só mais uma nota no país do dinheiro. Porque até ela precisa de dinheiro.

Louryne Simões

P.S: Levei uns dois dias para terminar esse texto, não propriamente por dificuldade para terminá-lo, mas pelas obrigações do dia-a-dia. Algumas que justamente tem a ver com o centro desse mundo. Acabou sendo bom, porque pude ler esse texto maravilhoso que super tem a ver com tudo que eu disse.

P.S2: E aqui um vídeo com uma música que considero super minha e que super tem a ver com tudo que eu disse. Só pra compartilhar... 



P.S 3: Sobre isso, tenho um amigo poeta que escreveu um poema que diz tudo o que quero dizer nos meus momentos de fúria pelas feridas desse sistema. Lá vai:

Vou engravatar-me em terno sepulcral, esquecer quem um dia pensei que talvez fosse, sonhar apenas o que me comandam, desafinar minhas linhas, entardecer meus tons e argilar-me em cinza ser que se concreta. engarrafar-me em todos meu mal bebidos, virar a rolha dos destonados, não mais crepuscular meus sorrisos, tão pouco florir meu olhar, e muito menos ainda colorir de ladrilhos amarelos, ou de qualquer cor que seja, meu cantarolar. em verdade vos minto: nem cantarolar mais vou! Amanhecer para mim será apenas acordar, passarinho apenas bicho, vento apenas ciência e borboleta... nem mais sei do que se trata. Vou ser a reta em linha, descurvando minhas estrelas, "adultecendo" todo meu desviar. Ar...? este não mais salamandrear em mim. apenas me manterá em zumbilância, esticando as reticências finais dos meus tantos finais que um fim nunca encontra, ou encanta, quem é que sabe? A partir desde ex.crito serei apenas um Zé... Qualquer, em nascido nome pautado certificadamente apenas, número metafisicado em pessoa, escritorizando-me em olhos não brilhantes. Em formal busca viverei o então, faculdadeando-me em social homem que de mim nada diz.

*Tattu

Vale a pena dar uma passada pelo blog dele porque ele tem textos incríveis. Clique aqui.

domingo, 27 de julho de 2014

Fernanda Montenegro - Uma Dica Para Atores





Um dia em que eu estava longe das tábuas do teatro, longe da escrita, da dança e de qualquer das artes que amo, assisti esse vídeo e ele mexeu comigo de tal maneira que as palavras ditas por essa dama ficaram se repetindo na minha cabeça por muitos e muitos dias depois. Eu tinha que voltar para as asas do teatro de qualquer jeito. 
   Divido então aqui esse vídeo, porque ele me deu um empurrão que um dia precisei na hora que precisei e para que, quem sabe, ele dê esse empurrão novamente em alguém que esteja na rede...



"agora se morrer porque não está fazendo isso, se adoecer, se ficar em tal desasossego que não tem nem como dormir, aí volte..." (Fernanda Montenegro)

 Louryne Simões

sábado, 26 de julho de 2014

Primeiro ato

   O artista tem certa inquietude. Sempre pensei isso. Só não gosto de dizer tanto assim, porque não gosto muito de generalizações; e artista é bicho louco... Bem possível ter algum por aí que marque justamente pela calmaria. Eu não. Minha alma de artista quer mergulhar em arte o tempo inteiro; e esse blá blá blá todo foi só pra dizer que, tão inquieta que sou, tive que criar esse blog hoje quando ele ainda nem estava totalmente formado na minha cabeça. Não sei dizer até onde isso é bom. Ansiedade demais também é perigoso para uma atriz, mas nesse caso eu tinha pressa de compartilhar...
   Compartilhar a explosão de felicidade por finalmente estar realizando um sonho que começou quando ainda era menina e o esperado era que os sonhos mudassem; compartilhar cada passo, cada conquista desde agora quando tudo ainda é tão início. Sonho com o teatro desde menina, mas só agora, nos vinte e poucos anos, comecei a vivê-lo. E não quero parar nunca. Esse blog é também pra isso. Pra me lembrar que eu não devo abandonar nunca o amor da minha vida. 
    O teatro é meu pai, minha mãe e minha casa. Quando estou lá, me sinto abraçada, cuidada, amada como em nenhum outro lugar no mundo. Eu sou filha do teatro.
    Aqui pretendo registrar cada salto e cada queda e aprender com cada um deles. Não tenho grandes esperanças de que o mundo olhe pra mim, isso não é o mais importante. O mais importante é que eu viva o meu amor e que ele evolua e que eu aprenda com ele. Se há pessoas que passam a vida esperando um grande amor sem o qual acreditam que não poderão ser felizes, eu morro sem meu teatro. Eu morro sem minha arte. 
     Esse blog é um convite: Conheça-me no palco. Conheça-me no camarim.

Louryne Simões