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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Teatro da Poesia

    Olá pessoas lindas do meu cantinho, hoje eu venho finalmente contar (ainda superficialmente) sobre um projeto novo que tem me enchido a mente e o coração. Já a algum tempo vinha sonhando uma companhia de teatro que me permitisse explorar as histórias que eu sempre quis contar no palco de modo que me fosse possível dar um tempo, corpo e espaço às imagens que vejo sempre na minha cabeça e às quais ainda não consegui dar vida. É desse desejo e inquietação que está sendo gerado o Teatro da Poesia.
       Junto com meu parceiro de vida e de palco, Jadir Pereira (*-*), está sendo gerada uma nova Companhia de Teatro na cena Alagoana que tem como premissa básica poetizar (Me sentindo grávida.. =P). Mas o que vem a ser isso? Afinal de contas o que é poesia? E o que é levá-la aos palcos? Humildemente, concordo que há certa ousadia no projeto. Mas não é quase inerente à arte, a ousadia?
      Bom, ainda assim, e sem tomar isso como verdade absoluta, o Teatro da Poesia acredita desde já que a poesia, muito mais que poemas e sonetos, está em tudo: "Sem autoria e sem versos a poesia será encontrada" (verso de poema de Fernando Paixão).  E de tal modo em tudo que não se sabe onde começa e onde termina. Mas está lá. Em tudo: No âmago do nosso estômago; de onde sai pelos nossos olhos a tocar o mundo (ou seria o mundo que traz poesia aos nossos olhos?). Está na música e nas artes tanto quanto na pedra. Talvez aquela mesma que inspirou Drummond a escrever seu famoso poema : "No meio do caminho, havia uma pedra". Ele soube ver a poesia nela. 
       E o Teatro da Poesia se propõe a isso: A olhar com olhos que procuram a poesia naquilo ali, aquela coisa mínima que ninguém olha. Pretende tocar o público de modo a conseguir provocar esse olhar mais aguçado sobre nós mesmos e sobre o mundo ao nosso redor. Um sopro para que nossos olhos enxerguem melhor a poesia no mundo, porque é também de poesia que ele é feito.
         Assim sendo, estamos preparando alguns projetos bem bonitos que logo logo chegarão até vocês e espero que vocês gostem e nos acompanhem. Já existe uma página da companhia no face bem aqui, a qual algumas pessoas lindas já curtiram, apesar da ausência de informações presentes por lá. A essas pessoas, agradeço enormemente o voto de confiança que vocês depositaram em nós desde esse comecinho e peço que continuem por ali: Estamos em silêncio ainda, mas isso apenas porque estamos trabalhando em algo que queremos deixar bem bonito pra vocês. E aos que ainda não curtiram a página, fiquem à vontade para curtir. Em breve, mais informações serão dadas e devagar nossa poesia vai chegando até vocês. Peguem carona na nossa bicicleta que vem coisa bonita por aí... *_*



Louryne Simões

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O que vem por aí: Preparação

     Bom dia povo lindo do meu cantinho... *_*
     Venho rapidinho só pra compartilhar como anda o processo pra fazer nascer minha próxima personagem que ganhará o tablado. Há algumas postagens eu contei que esse ano seria ano de montagens para a minha turma na ETA. Expliquei que teremos duas montagens no ano letivo, cada uma referente a um semestre. Pois bem, estamos no processo de preparação da primeira (ontem também citei como andava sem tempo por vários projetos). Vim aqui contar um pouco de como anda esse processo.
     Começarei dizendo que ele já está caminhando para o final, já que a previsão de estreia é pra logo. Muito logo. Do tipo vocês vão piscar os olhos e já terá chegado o grande dia. Sendo assim, já foram várias oficinas, dias de ensaio e preparação, alguns desencontros e puxões de orelha tb, pq isso faz parte kkkk, mas o fato é que a coisa tá andando. 
      E no início dessa caminhada, eu havia ficado eufórica quando soube qual seria a minha personagem, só de imaginar o trabalho que eu teria, o quanto ela exigiria de mim. E, gatos, ela exigiu, viu... N tem sido mole n. A cada ensaio sempre com aquela sensação de "N chegou lá ainda. N chegou nem perto de lá"... Mas é desse tipo de trabalho que eu gosto, admito. esse que me força a sair de uma zona de conforto pra pode ficar minimamente satisfeita. 
      Ocorre que essa semana dois momentos do processo parecem ter colaborado enormemente para essa personagem acordar mais ainda dentro de mim:
     O primeiro foi um ensaio em que estava sendo especialmente observado o trabalho vocal que estávamos preparando para nossos personagens. Cada um de nós recebeu de nosso professor e preparador vocal, Geová Amorim, a crítica que lhes cabia; e quando chegou o momento de receber as minhas, acordei para uma série de coisas que eu poderia estar fazendo muito melhor e que não estava talvez por não ter me dedicado como deveria por ter deixado que outros assuntos atrapalhassem essa dedicação. É por coisas assim que gosto de críticas. Sempre consigo tirar algo que me faz crescer mais com elas. Até hoje, nesses meus primeiros passinhos de atriz, nunca recebi nenhuma crítica que não tivesse colaborado com o meu crescimento. Sou grata por cada uma delas. E assim também com essas do professor Geová. Me acordaram e acordaram a personagem aqui dentro. Por isso, gratidão. Sinto-a agora mais perto de nascer como deve para que vocês possam também se apaixonar por ela como eu me apaixonei. 
      Pois bem, no dia seguinte a esse ensaio também seria dia de ensaio e eu estava super empolgada para tentar usar os apontamentos do dia anterior de forma a melhorar meu desempenho. Porém, nosso professor e diretor Alex Cerqueira avisou depois que não haveria ensaio naquele dia pois ele queria fazer o primeiro teste de maquiagem. Isto é, ele faria a maquiagem de alguns personagens para que víssemos e pudéssemos assim treinar em casa, já que nos dias de apresentação seremos nós a fazer a make também. Fiquei meio "Ahhh" pq n teria ensaio, mas logo lembrei que se tem coisa que também ajuda a acordar personagens dentro da gente são o figurino e maquiagem.
     E assim foi... eu fui uma das sorteadas em quem ele fez a prova da maquiagem para servir de modelo para os outros colegas (e para mim mesma já que eu vou ter que treinar depois). e, gente... Mesmo ele tendo avisado que aquela não seria a maquiagem do grande dia, apenas um modelo que ele estava mostrando para que treinássemos depois, ver aquela máscara no meu rosto contribuiu demais para que eu acordasse ainda mais essa personagem. Quando cheguei em casa passei horas brincando de acordá-la, horas que eu resisti em tirar a maquiagem do rosto e eu acredito sim que isso contribuiu muito para o processo. Foram dois dias que me tocaram ainda mais que outros dias. 
      Resultado: estou super apaixonada pela personagem que tenho visto em minha cabeça e espero conseguir trazê-la para o meu corpo para mostrá-la a vocês. E conseguindo isso, espero que vocês se apaixonem por ela como eu. 
        Aí segue uma das fotos da prova de maquiagem. tenho várias e várias, mas vou colocar só essa, só pra manter o suspense mais um pouquinho... :P



P.S: Falando dessa coisa de "crescimento de atriz", estava eu ontem lendo os primeiros posts desse blog e vendo os vídeos antigos. Me diverti um bocado, mas porque a cada vídeo que eu assistia, eu pensava "gente, que horrível, como eu tive coragem de postar isso? Se fosse fazer isso hoje, eu faria de jeito tal.." kkkk. Aí foi que veio a parte gostosa: Percebi que este blog tem cumprido seu propósito pra mim. O propósito que eu tinha para ele quando o criei: registrar meu crescimento e evolução. Ele tem feito isso. Lendo os posts antigos e vendo os primeiros vídeos tenho aprendido comigo mesma ao mesmo tempo que posso ver que devagar eu vou crescendo e ficando um pouco melhor a cada novo desafio que me é proposto. Que continue assim. E que eu nunca esqueça que é sempre possível aprender e crescer mais. Ainda não sou a atriz que eu quero ser. Mas isso também é bom.



Louryne Simões

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Camarim: Eu no Filmow!! *_*

     Passando rapidamente só pra compartilhar uma dessas bobagens que deixam a gente super feliz... *_* Acabei de me achar no Filmow, gente! O Filmow, para quem não conhece, é uma espécie de rede social para cinéfilos, digamos assim... Você vai marcando os filmes que já viu, os que gostaria de ver, pode trocar impressões com outras pessoas que assistiram, enfim... E pode marcar os artistas de quem vc é fã ou apenas comentar o trabalho de um ou outro ator em determinado filme. è bem legal. E eu estou por lá (Obaaa *_*)! O cinema tem espaço quase tão grande quanto o teatro no meu coração (talvez só um pouquinho menor... Bem pouquinho :P) e eu já participava do filmow, mas com o meu perfil mesmo apenas pra registrar os filmes que ia assistindo... Agora descobri que o fofo do Nuno Balducci, diretor do único curta do qual participei até então, o premiado "Atirou para matar", havia me cadastrado como artista por lá... *_*. Qualquer dia desses, a lista de filmes tem crescido, né? Quem sabe? Obrigada Nuno =)

        Pra quem não acreditou em mim, segue o link bem aqui ó. E olha a minha foto por lá: 


      Enfim, pessoas lindas só pra compartilhar minha pequena alegria mesmo =)

Beijo Beijo,

Louryne Simões

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Oficina Palco Giratório: O ator e a manipulação direta, com Cia Catibrum Teatro de Bonecos

     Essa segunda-feira que passou, dia 4/5/2015, graças ao Palco Giratório (mais uma vez *_*), eu fui assistir a um espetáculo lindíssimo da companhia Catibrum Teatro de bonecos: O som das cores. A peça conta a história de Lúcia, uma menina linda que perde a visão e começa a descobrir que pode enxergar de muitas maneiras diferentes. Principalmente através da imaginação *_*. E a Catibrum tratou de um tema tão sério do meu jeito favorito: distribuindo poesia.



      E nesse fim de semana, anterior à segunda-feira da apresentação, para a sorte de alguns humildes artistas maceioenses, a Catibrum deu uma oficina sobre o ator e a manipulação direta de bonecos. Foi uma experiência incrível na qual aprendi muita coisa mesmo sobre uma modalidade de teatro da qual conheço muito muito pouco. 
       Hoje posso dizer que Teatro de bonecos não é um teatro apenas para crianças nem tampouco é somente uma caixa por trás da qual uns atores se escondem abaixados com bonecos em suas mãos. Também não é unicamente o teatro de marionetes e/ou de ventríloquos. Não. É muito mais do que isso aí. Existem uma infinidade de bonecos e uma infinidade de histórias que podem ser contadas com eles além de várias maneiras diferentes de manipulá-los. E posso dizer mais também: Não é fácil. 
      Na técnica da manipulação direta são necessários três manipuladores para um único boneco. Um controla a cabeça e o tronco, outro os braços e as mãos e outro os pés e pernas. No primeiro dia de oficina, nos aquecemos e alongamos bastante corporal e vocalmente antes de chegar a pegar o primeiro boneco (o qual era de tecido, diga-se de passagem) e com 5 minutos manipulando já sentíamos o braço, além disso é necessário muita integração entre os atores-manipuladores para sincronizar e combinar bem todos os movimentos do boneco de modo a ficar realista. Posso dizer que cheguei bem quebrada em casa nesse dia; mas isso também me deixou maravilhada, como quem descobre algo novo, eu estava descobrindo o teatro de bonecos e aprendendo a respeitá-lo e admirá-lo mais quanto mais eu percebia o quanto essa modalidade também exige treino e estudo.
     No segundo dia pegamos mais nos bonecos (o mesmo do primeiro dia e depois um especial para oficinas e estruturalmente um pouco mais parecido com os utilizados em apresentações), tivemos a chance de criar um pouco mais de intimidade com os bonecos  e entre nós mesmos, manipuladores por uma tarde; criamos uma ceninha com nossos bonecos e apresentamos para os colegas de oficina. E a experiência foi maravilhosa. É incrível poder dar vida ao inanimado. E esse inanimado que passa a viver pode ser tanta coisa: um tecido, um par de luvas... De tanta coisa pode nascer um boneco. Um pedacinho de magia no nosso mundo. Mais que isso até: Uma pequena prova de que os humanos podem fazer magia...
       Começo a finalizar pegando emprestado para esse post, os dizeres  do meu parceiro número 1 de vida, teatro e oficina (s), Jadir Pereira: Ele disse que depois dessa oficina passou a considerar que qualquer ator iniciante deveria passar pelo teatro de bonecos. Porque isso daria a ele, com toda a certeza, o claro entendimento de como no teatro um está continuamente precisando do outro. Concordo.

     Já agradeci imensamente a essa Companhia representada tão bem por esse elenco que tanto nos ensinou. mas deixo aqui mais uma vez o meu muito obrigada à Catibrum, à Camila Borges, Beto Militani, Rooney Tuareg e Leandro Marra. Obrigada, pessoal! Vocês deixaram uma semente conosco. Tentarei cuidar da minha até que ela floresça ;)






Louryne Simões

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Oficina Palco Giratório "Contando a gente acredita", com Clareira de Teatro

     Gente, em dias de Palco Giratório, a verdade é que há sempre muito para contar em pouco tempo. Então, estes posts todos que estou fazendo estão realmente super atrasados, mas tenho que fazê-los assim mesmo, simplesmente porque não poderia não fazê-los... :P
     Agora mesmo já se aproximam as duas da matina, mas cá estou eu escrevendo este post porque amanhã já tenho outras coisas que quero compartilhar por aqui. Então, vamos lá...
     Sábado passado, dia 25/4/2015, quem foi ao Teatro Deodoro pôde prestigiar um belíssimo espetáculo infantil promovido pela Companhia Clareira de Teatro, do Rio Grande do Sul: Nina, o monstro e o coração perdido. A peça contava a história de Nina, uma menina linda e cheia de alegria, que um dia fica triste. E, sem saber lidar com isso, deixa se perder seu coração e com ele todos os sentimentos. Percebendo, porém que fizera a escolha errada, ela e seu amigo monstro iniciam uma jornada em busca de seu coração perdido. A montagem se desenvolve com contação de histórias, um cenário vivo, colorido e móvel e uma leveza espetacular. E, além disso, contava com um elenco que cativou a todos que compunham o público *_*




      E pra ser melhor, esse elenco maravilhoso composto pelos lindos e doces Valquíria Cardoso, Alex Limberger e Gustavo Dienstmann nos deram de presente 2 dias de oficina \o/ (Todas piram de felicidade). 
      A oficina "Contando a gente acredita" foi uma oficina com foco na contação de histórias mas que nos trouxe ganhos que ultrapassaram essa expectativa: jogos que estimularam a atenção, a criatividade, a musicalidade, a sonoridade e um monte de mais dades... Vimos uma cadeira virar milhares de coisas, vimos uma música nascer do nosso próprio corpo e sem que nada fosse combinado antes, vimos histórias serem contadas sem palavras e apenas para que nossos ouvidos apreciassem e não nossos olhos. Enfim, foi nos permitido ouvir e contar histórias de um modo diferente ao que estamos habituados. Zonas de conforto... Falei sobre isso na oficina. Como somos acomodados.... Como nos acostumamos a fazer tudo sempre do mesmo jeito... A contar e ouvir histórias sempre do mesmo jeito... E como é bom quando alguém nos convida a sair desse conforto e nos ensina a fazer um pouquinho diferente *_*


     E é por isso mesmo que eu queria agradecer demais a vocês: Alex, Valquíria e Gustavo. pelos sorrisos nos rostos primeiramente; pela doçura, o carinho, o amor que nos foi derramado, pela preocupação com nossos problemas (n esqueci nenhuma das suas palavras, Alex)... E muito muito obrigada por ter deixado conosco um pouco do que vcs já aprenderam nessa caminhada eterna que é a vida do ator. Aprendi muito com vcs e me empenharei em não deixar isso que aprendi pelo caminho.  Val, você ficou feliz, porque viu que tinha plantado uma semente. Plantou sim, minha flor. E espero falar dela em um post muito próximo.



      Tem novidade chegando por aí, galera!! :*




Louryne Simões
      

terça-feira, 28 de abril de 2015

Palco giratório

     Esta postagem está bastante atrasada e peço mil perdões por isso, mas é a velha desculpa de que o tempo anda meio curto. O que importa é que cá estou eu agora :D
      E estou para falar de um evento super aguardado pelos artistas do país e que (graças por isso) acontece também aqui na nossa Maceió: o Palco Giratório. 
     O Palco Giratório é um evento teatral promovido pelo Sesc que permite a companhias de Teatro de todo o país viajar e apresentar suas peças (ou seja, sonho de toda companhia passar no edital para o palco giratório) presenteando os públicos de cada canto desse Brasilzão com peças maravilhosas. E gratuitas! Já assisti a peças incríveis e com as quais aprendi muito no Palco giratório desse ano, mas falarei mais sobre essa experiência particular em outros posts que espero muito ter tempo de escrever amanhã. Hoje eu só queria fazer essa divulgação no blog porque ainda dá tempo, já que o evento vai até o dia 12 de maio. Vamos lá pessoal?? Vamos teatrar!






Louryne Simões

terça-feira, 31 de março de 2015

Camarim: Se uma estrela aparecer...

      Bom, pessoas lindas da minha vida, nesse fim de semana que passou eu fiz um post sobre como vinha me sentindo um tanto estremecida comigo mesma por ter me atrasado nos meus compromissos com meu estudo do teatro na ETA. Mas o teatro é tão pai, mãe e lar pra mim que me deu colo... Fiz o pedido a uma estrela e agora cá estou... Com sono e um tanto dolorida, mas tão tão feliz que tinha que vir aqui compartilhar rapidamente um pouco dessa felicidade com vocês *_*. Explico:

      Esse ano minha turma de teatro da ETA deve apresentar duas montagens, uma para cada semestre. Sexta-feira ficamos sabendo o projeto da nossa primeira montagem e nos apaixonamos perdidamente (e falo no plural mesmo porque sei que a maior parte dos meus colegas, se não todos eles, ficaram mesmo tão apaixonados quanto eu). E eu fui conquistada exatamente pelo que eu vinha pedindo: desafio, algo que exigisse meu suor. A história que vamos contar nem tinha tanto espaço no meu coração, mas tem conquistado cada vez mais desde o dia que eu soube só pela ideia do trabalho que eu sabia que iria ter. E ontem e hoje isso se confirmou: fizemos duas oficinas preparatórias que já me fizeram trabalhar com coisas com as quais nunca tinha trabalhado antes por personagem nenhum. Hoje estou dolorida por conta da oficina preparatória de hoje e terei que trabalhar amanhã e sei que estarei morta, mas estou imensamente feliz. Pelo desafio, pelo trabalho, pela oportunidade de aprender e de viver coisas que ainda não tinha vivido até agora e até pelo resultado que ainda está tão longe, mas que sei que se vier de um processo que continue do jeito que está até agora será absolutamente lindo. 
      Ainda não posso compartilhar com vocês qual será a peça ou qualquer coisa mais clara relacionada a ela. Ainda é cedo. Mas quis compartilhar minha felicidade. Quis chegar aqui e dizer que estou feliz. Muito feliz. Porque estou trabalhando, porque estou suando, porque estou em um projeto no qual sairei muito melhor atriz só pelo processo no qual ele está me colocando e quis dizer isso da mesma forma que dia desses disse que não estava muito satisfeita comigo mesma. Não estava porque não estava vivendo o palco como gosto desde as férias e já estava numa saudade amarga. Mas agora não. Agora estou de volta. Estou em casa, pessoal. Estou feliz. Estou suando.

Louryne Simões

domingo, 29 de março de 2015

Camarim: Menos atriz (?)

     As Aulas na ETA começaram no início desse mês, mas por motivos diversos -dentre os quais, um deles é o trabalho que, por ora, ainda é o que me sustenta (para quem não sabe, sou professora também) e outro que diz respeito a um grande projeto de ordem pessoal (que tb se relaciona ao primeiro motivo citado, já que preciso de dinheiro para realizá-lo) (ficou confuso, né? espero que não... bom, mas, basicamente, o que importa é essa próxima frase ->)- eu acabei perdendo praticamente as duas primeiras semanas de aulas e um exercício cênico maravilhoso do qual adoraria ter participado, até pq tinha parte minha no texto: Beatriz, foi um exercício cênico lindíssimo e muito comentado na Escola, dirigido pelo meu professor, Toni Edson, com vários dos meus colegas no elenco e partes de um conto, Amor, escrito por mim no texto final do exercício, além de trechos de um texto de Jorge de Lima, da música ciranda da bailarina, de Chico Buarque e partindo de outra música desse mesmo artista: Beatriz. Sentiram como deve ter sido lindo? E a honra de ter meu texto junto dos de artistas desse peso? Pois é, mas eu não estive lá. Espero conseguir algum vídeo para postar aqui, especialmente da parte onde meu texto aparece dito pelos meus colegas, se possível. Mas gostaria de ter estado lá tb.
     O fato é que não estar lá por ter priorizado (ainda que eu tenha sido forçada a priorizar, já que preciso de dinheiro, como todos nós) outras funções me fez sentir um pouco como se eu estivesse me traindo. Como se estivesse sucumbindo a esse sistema cruel que nos rege. Mas, por mais que eu queira, ainda não vivo só da minha arte e, para ser mais verdadeira e crua, o que ganho com ela não dá pra pagar quase nenhuma das minhas contas e, por mais sonhadoras que sejam as minhas asas de artista, eu faço parte de um mundo que é regido pelas leis de um sistema que gira em torno do dinheiro. Cruel, mas, verdade. Fazer o quê? Então me perdoei um pouco por isso.
     Mas ainda me senti meio que me traindo.
     O artista tem que se esforçar, estar em trabalho constante, nunca deve se reconhecer como perfeito ou pronto. É aprendiz constante. E o ator não é diferente. Deve estar em constante trabalho de observação, leitura e corpo. Duas semanas de atraso em relação aos meus colegas me fez sentir realmente atrasada, fiquei me perguntando se realmente estava me esforçando como deveria para ter aquilo que sempre quis. Entendo que tenho que trabalhar sim e me sustentar sim, mas não quero que isso me atrapalhe em ser a atriz que sonho ser um dia. E para ser essa atriz, ainda há muito suor a ser derramado.
     

     Então essa postagem é mais um lembrete para mim mesma para que eu não esqueça jamais de nunca ser medíocre na minha arte, de que tudo que eu faça seja visceral. Mas para isso devo me lembrar tb que o trabalho para alcançar esse objetivo seja de corpo e alma. E aí sim eu serei cada vez mais atriz. Cada vez mais a melhor atriz que eu puder. E a atriz de hoje será melhor que a de ontem e nem de longe tão boa quanto a de amanhã. Mas o caminho de tijolos amarelos para isso tem trabalho em lugar dos tijolinhos.



Louryne Simões
      

domingo, 27 de julho de 2014

Fernanda Montenegro - Uma Dica Para Atores





Um dia em que eu estava longe das tábuas do teatro, longe da escrita, da dança e de qualquer das artes que amo, assisti esse vídeo e ele mexeu comigo de tal maneira que as palavras ditas por essa dama ficaram se repetindo na minha cabeça por muitos e muitos dias depois. Eu tinha que voltar para as asas do teatro de qualquer jeito. 
   Divido então aqui esse vídeo, porque ele me deu um empurrão que um dia precisei na hora que precisei e para que, quem sabe, ele dê esse empurrão novamente em alguém que esteja na rede...



"agora se morrer porque não está fazendo isso, se adoecer, se ficar em tal desasossego que não tem nem como dormir, aí volte..." (Fernanda Montenegro)

 Louryne Simões

sábado, 26 de julho de 2014

Primeiro ato

   O artista tem certa inquietude. Sempre pensei isso. Só não gosto de dizer tanto assim, porque não gosto muito de generalizações; e artista é bicho louco... Bem possível ter algum por aí que marque justamente pela calmaria. Eu não. Minha alma de artista quer mergulhar em arte o tempo inteiro; e esse blá blá blá todo foi só pra dizer que, tão inquieta que sou, tive que criar esse blog hoje quando ele ainda nem estava totalmente formado na minha cabeça. Não sei dizer até onde isso é bom. Ansiedade demais também é perigoso para uma atriz, mas nesse caso eu tinha pressa de compartilhar...
   Compartilhar a explosão de felicidade por finalmente estar realizando um sonho que começou quando ainda era menina e o esperado era que os sonhos mudassem; compartilhar cada passo, cada conquista desde agora quando tudo ainda é tão início. Sonho com o teatro desde menina, mas só agora, nos vinte e poucos anos, comecei a vivê-lo. E não quero parar nunca. Esse blog é também pra isso. Pra me lembrar que eu não devo abandonar nunca o amor da minha vida. 
    O teatro é meu pai, minha mãe e minha casa. Quando estou lá, me sinto abraçada, cuidada, amada como em nenhum outro lugar no mundo. Eu sou filha do teatro.
    Aqui pretendo registrar cada salto e cada queda e aprender com cada um deles. Não tenho grandes esperanças de que o mundo olhe pra mim, isso não é o mais importante. O mais importante é que eu viva o meu amor e que ele evolua e que eu aprenda com ele. Se há pessoas que passam a vida esperando um grande amor sem o qual acreditam que não poderão ser felizes, eu morro sem meu teatro. Eu morro sem minha arte. 
     Esse blog é um convite: Conheça-me no palco. Conheça-me no camarim.

Louryne Simões