Mostrando postagens com marcador Performance autobiográfica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Performance autobiográfica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de março de 2015

Camarim: 2014, o ano dos primeiros passos

     2014 já foi embora a meses e era de se esperar que como eu n tinha lhe feito nenhuma carta de despedida quando ele estava partindo, n fizesse agora. Mas farei. E farei porque 2014 foi pra mim um daqueles anos que não podem ir embora sem que a gente fale sobre ele. E eu provavelmente falarei dele ainda em muitos e muitos outros anos da minha vida. Foi um ano importante e especial em vários aspectos, mas no que diz respeito à minha caminhada de aprendiz de atriz, ele foi decisivo.
     Foi no início de 2014 que eu fiz meu primeiro teste de interpretação (Falei dele com mais detalhes aqui). Para entrar na Escola Técnica de Artes, para a qual já queria entrar a anos. Foi um momento super importante e único pra mim, que espero nunca esquecer e, mais que isso, viver de novo em um fechar de olhos. E Foi em 2014, e nessa Escola, a ETA, que foi me dada a oportunidade de viver personagens incríveis em cenas maravilhosas: Fui Fedra, fui Lisístrata, fui Linda Mascarenhas, fiz mulheres fortes e decididas... E cada uma dessas personagens permitiu que a Louryne fosse quem ela não é e vivesse coisas que ela não viveu (como uma greve de sexo na Grécia Antiga, por exemplo :P). E crescesse pra caramba com isso!
       Como não fosse presente suficiente, ainda foram me dadas oportunidades maravilhosas fora dessa escola que me acolheu: Pude trabalhar com uma Companhia que tem tanto do meu carinho (lê-se Fulanos Ih Sicranos) e viver uma história mágica como João e o pé de feijão, que diz tanto da minha própria história, e ainda descobrir a beleza sem igual do teatro infantil nos olhos encantados das crianças que nos assistiam. Adentrei meu outro encanto, o cinema, graças ao querido Nuno Balducci, que me deu a oportunidade de integrar o elenco do curta premiado "Atirou para Matar"...
           Ufa! Muito presente para um ano só de uma iniciante, não é? E muitas pessoas pra agradecer tamém... Mas é, eu fui abençoada assim... Então, por mais piegas que possa parecer, acho que se eu tivesse a oportunidade de falar algo para 2014 eu diria "Obrigada. Obrigada por me dar tanto. Saiba que você foi um ano que não passou. Estará, com certeza, em todos os outros anos da minha vida. De alguma forma."
             E que 2015 seja também tão gentil comigo! (como já está aparentando ser... Se tudo der certo, novidades por aí. Aguardem! :))

E meu beijo de hoje fica pra você que se foi,
Um beijo sorridente e levemente saudoso, 2014

Louryne Simões














terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Palco: Performance autobiográfica

     Há cerca de duas semanas foi passada para a minha turma da ETA um trabalho em que teríamos que fazer uma performance autobiográfica. Explicar o que é performance não é tarefa fácil e eu não ousarei tanto assim por aqui. Mas direi algo que ouvi com frequência durante as palestras preparatórias que tivemos e que acabou sendo o conceito que eu mais gostei: "A performance é uma fronteira. É a fronteira entre o teatro, a dança, a música. É o ponto onde as artes se encontram." (Ok, talvez não tenha sido EXATAMENTE assim, mas foi algo por aí... =P). Realmente gostei desse conceito.
      O fato é que quando essa tarefa nos foi passada, eu fiquei preocupada. Tenho que admitir: Enquanto aprendiz de atriz, sou melhor com texto e psicologia do que com improvisos e mais corpo que fala. E isso me preocupa também. Se tem uma coisa em que eu acredito é que em um bom ator o corpo sempre tem que falar mais que o texto. Isso, no entanto, não é tão fácil. Ok, sem neuras, estamos aqui pra aprender mesmo.
     Além disso, estamos em dezembro. E vamos combinar, galera, dezembro não é um mês fácil pra ninguém e eu não fico nem um pouco atrás. Muita correria, contas e trabalhos pra fechar, planejamento de férias (inclusive financeiro). Pensar em uma performance que nem é tanto a minha praia (apesar de eu também ser apaixonada por dança) justo no meio dessa loucura toda? Não era bem meu trabalho dos sonhos.
      Resultado que quando fui apresentar hoje estava uma pilha de nervos, pensando em mil coisas e problemas ao mesmo tempo e achando que ia apresentar uma porcaria, louca pra acabar antes mesmo de começar. Talvez justamente por essa baixa tão drástica de energia tenha sobrado tanta coisa pra melhorar, como vocês talvez notem no vídeo abaixo. Apesar disso, quando vi o vídeo fiquei feliz com o resultado. Apesar das várias coisas bem mais ou menos que eu pude identificar, achei que ficou bonito, que conseguiu dar a ideia que eu queria e... sei lá, ficou bonito, apesar da loucura que eu tava. 
       








     E agora.... A performance para vocês verem e julgarem (com carinho tá?)




  • A IDEIA:
     Fiquei algum tempo me perguntando o que levaria para essa apresentação que não satisfeita em ser performance tinha que ser autobiográfica e resolvi levar uma inquietação antiga: a rigidez do tempo em relação a tudo o que eu quero fazer, especialmente no campo das artes. Sempre quero mais do que as poucas horas do meu dia podem suportar. Levar isso pro palco foi gostoso também. Mas gostaria de ouvir outras leituras do que foi apresentado. Alguém se habilita?

  • AUTOCRÍTICA:
     Como eu disse antes, eu estava uma pilha e crente que ia ser tudo muito muito ruim. Talvez por isso mesmo ache que no final das contas foi tudo até bonito. Não fiquei alheia, porém, ao fato de que sei bem que meu corpo podia dar mais, que minha dança podia ter sido melhor, que minha expressão facial podia ter estado mais ali se eu tivesse me preparado mais. À parte isso, acho que dentro do pouco tempo que tive pra me preparar e do nervosismo que eu estava, foi bonito. Fim. Estou feliz apesar das melhorias que eu poderia ter feito.

Louryne Simões