quinta-feira, 21 de maio de 2015

O que vem por aí: Preparação

     Bom dia povo lindo do meu cantinho... *_*
     Venho rapidinho só pra compartilhar como anda o processo pra fazer nascer minha próxima personagem que ganhará o tablado. Há algumas postagens eu contei que esse ano seria ano de montagens para a minha turma na ETA. Expliquei que teremos duas montagens no ano letivo, cada uma referente a um semestre. Pois bem, estamos no processo de preparação da primeira (ontem também citei como andava sem tempo por vários projetos). Vim aqui contar um pouco de como anda esse processo.
     Começarei dizendo que ele já está caminhando para o final, já que a previsão de estreia é pra logo. Muito logo. Do tipo vocês vão piscar os olhos e já terá chegado o grande dia. Sendo assim, já foram várias oficinas, dias de ensaio e preparação, alguns desencontros e puxões de orelha tb, pq isso faz parte kkkk, mas o fato é que a coisa tá andando. 
      E no início dessa caminhada, eu havia ficado eufórica quando soube qual seria a minha personagem, só de imaginar o trabalho que eu teria, o quanto ela exigiria de mim. E, gatos, ela exigiu, viu... N tem sido mole n. A cada ensaio sempre com aquela sensação de "N chegou lá ainda. N chegou nem perto de lá"... Mas é desse tipo de trabalho que eu gosto, admito. esse que me força a sair de uma zona de conforto pra pode ficar minimamente satisfeita. 
      Ocorre que essa semana dois momentos do processo parecem ter colaborado enormemente para essa personagem acordar mais ainda dentro de mim:
     O primeiro foi um ensaio em que estava sendo especialmente observado o trabalho vocal que estávamos preparando para nossos personagens. Cada um de nós recebeu de nosso professor e preparador vocal, Geová Amorim, a crítica que lhes cabia; e quando chegou o momento de receber as minhas, acordei para uma série de coisas que eu poderia estar fazendo muito melhor e que não estava talvez por não ter me dedicado como deveria por ter deixado que outros assuntos atrapalhassem essa dedicação. É por coisas assim que gosto de críticas. Sempre consigo tirar algo que me faz crescer mais com elas. Até hoje, nesses meus primeiros passinhos de atriz, nunca recebi nenhuma crítica que não tivesse colaborado com o meu crescimento. Sou grata por cada uma delas. E assim também com essas do professor Geová. Me acordaram e acordaram a personagem aqui dentro. Por isso, gratidão. Sinto-a agora mais perto de nascer como deve para que vocês possam também se apaixonar por ela como eu me apaixonei. 
      Pois bem, no dia seguinte a esse ensaio também seria dia de ensaio e eu estava super empolgada para tentar usar os apontamentos do dia anterior de forma a melhorar meu desempenho. Porém, nosso professor e diretor Alex Cerqueira avisou depois que não haveria ensaio naquele dia pois ele queria fazer o primeiro teste de maquiagem. Isto é, ele faria a maquiagem de alguns personagens para que víssemos e pudéssemos assim treinar em casa, já que nos dias de apresentação seremos nós a fazer a make também. Fiquei meio "Ahhh" pq n teria ensaio, mas logo lembrei que se tem coisa que também ajuda a acordar personagens dentro da gente são o figurino e maquiagem.
     E assim foi... eu fui uma das sorteadas em quem ele fez a prova da maquiagem para servir de modelo para os outros colegas (e para mim mesma já que eu vou ter que treinar depois). e, gente... Mesmo ele tendo avisado que aquela não seria a maquiagem do grande dia, apenas um modelo que ele estava mostrando para que treinássemos depois, ver aquela máscara no meu rosto contribuiu demais para que eu acordasse ainda mais essa personagem. Quando cheguei em casa passei horas brincando de acordá-la, horas que eu resisti em tirar a maquiagem do rosto e eu acredito sim que isso contribuiu muito para o processo. Foram dois dias que me tocaram ainda mais que outros dias. 
      Resultado: estou super apaixonada pela personagem que tenho visto em minha cabeça e espero conseguir trazê-la para o meu corpo para mostrá-la a vocês. E conseguindo isso, espero que vocês se apaixonem por ela como eu. 
        Aí segue uma das fotos da prova de maquiagem. tenho várias e várias, mas vou colocar só essa, só pra manter o suspense mais um pouquinho... :P



P.S: Falando dessa coisa de "crescimento de atriz", estava eu ontem lendo os primeiros posts desse blog e vendo os vídeos antigos. Me diverti um bocado, mas porque a cada vídeo que eu assistia, eu pensava "gente, que horrível, como eu tive coragem de postar isso? Se fosse fazer isso hoje, eu faria de jeito tal.." kkkk. Aí foi que veio a parte gostosa: Percebi que este blog tem cumprido seu propósito pra mim. O propósito que eu tinha para ele quando o criei: registrar meu crescimento e evolução. Ele tem feito isso. Lendo os posts antigos e vendo os primeiros vídeos tenho aprendido comigo mesma ao mesmo tempo que posso ver que devagar eu vou crescendo e ficando um pouco melhor a cada novo desafio que me é proposto. Que continue assim. E que eu nunca esqueça que é sempre possível aprender e crescer mais. Ainda não sou a atriz que eu quero ser. Mas isso também é bom.



Louryne Simões

terça-feira, 19 de maio de 2015

Das postagens atrasadas: Ao Teatro Alagoano

     Essa semana ocorreram alguns acontecimentos que mereciam uma atenção e um post mais detalhado aqui no blog, mas, além de eu ter andado sem tempo, tive alguns problemas de acesso a internet que estragaram meus planos.
    Dentre eles, um que diz respeito a uma data de festa para o Teatro Alagoano: 14 de maio, data em que se comemorava o aniversário da dama do nosso teatro, Linda Mascarenhas (a qual eu tive a honra de interpretar em um exercício cênico e de quem falei com mais detalhes aqui), e que hoje é comemorativa para o Teatro das terras das Alagoas.
     Desde o ano passado, quando finalmente pude ter mais contato com o meu amor primeiro, o Teatro, eu sei que quando chega a semana dessa data Maceió comemora com peças muito boas chegando ao público por preço bem popular e esse ano não foi diferente; e, para completar, a semana de comemoração do teatro Alagoano quase que cola com o fim do Palco Giratório, promovido pelo Sesc.Sendo assim, ô época abençoada pra esses humildes atores, meu pai... Então, meu povo lindo, me perdoe, mas estando essa atriz ocupada assistindo peças e cuidando de projetos dos quais vocês ficarão sabendo logo logo, não pude deixar minha mensagem para o nosso Teatro, mas, me recusando a não fazê-lo, farei agora, ainda que atrasada:

      Feliz aniversário, Teatro Alagoano! É certo que você ainda é muito jovem, ainda crescerá e amadurecerá muito, eu acredito, mas também é certo que você já é mais maduro do que era na época em que pisou no teu tablado a dama que divide com você a data de aniversário. Assim sendo, quero que saiba que você já é muito bonito. É bonito ver teus filhos se unindo para fazer-te ainda mais bonito (ainda que vez ou outra nem sejam tão unidos nem tão determinados nessa missão) e é bonito ver que você já tem sim uma cara, uma voz, uma música, ainda que vez ou outra teu público não perceba isso e queira igualá-lo a outros tantos. Não faz mal: Tú já estás hoje mais desenhado do que quando começou a ser rabiscado e se desenhará ainda mais nos teus futuros aniversários, porque todos os anos nascem de ti novos talentos que, depois, te alimentam e te aprimoram. Então, no teu aniversário, que já é passado, o que desejei pra ti e que continuo desejando ainda agora é isso mesmo: Que a cada ano novos filhos nasçam de ti e que, nascidos, eles saibam reconhecer de onde vieram e cuidar mais de ti e fazer-te mais e mais bonito do que já é. E assim será, bem sei. Daqui a alguns anos, espero saber que cumpri meu papel de tua filha. E ainda assim, que eu não deixe de continuar cumprindo.

Turma com a qual comecei o curso de teatro na Escola Técnica de Artes
Turma com a qual comecei o curso de Arte Dramática na Escola Técnica de Artes
Elenco da montagem "João e o pé de feijão", da Cia Fulanos Ih Sicranos



Louryne Simões







quinta-feira, 7 de maio de 2015

Camarim: Eu no Filmow!! *_*

     Passando rapidamente só pra compartilhar uma dessas bobagens que deixam a gente super feliz... *_* Acabei de me achar no Filmow, gente! O Filmow, para quem não conhece, é uma espécie de rede social para cinéfilos, digamos assim... Você vai marcando os filmes que já viu, os que gostaria de ver, pode trocar impressões com outras pessoas que assistiram, enfim... E pode marcar os artistas de quem vc é fã ou apenas comentar o trabalho de um ou outro ator em determinado filme. è bem legal. E eu estou por lá (Obaaa *_*)! O cinema tem espaço quase tão grande quanto o teatro no meu coração (talvez só um pouquinho menor... Bem pouquinho :P) e eu já participava do filmow, mas com o meu perfil mesmo apenas pra registrar os filmes que ia assistindo... Agora descobri que o fofo do Nuno Balducci, diretor do único curta do qual participei até então, o premiado "Atirou para matar", havia me cadastrado como artista por lá... *_*. Qualquer dia desses, a lista de filmes tem crescido, né? Quem sabe? Obrigada Nuno =)

        Pra quem não acreditou em mim, segue o link bem aqui ó. E olha a minha foto por lá: 


      Enfim, pessoas lindas só pra compartilhar minha pequena alegria mesmo =)

Beijo Beijo,

Louryne Simões

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Oficina Palco Giratório: O ator e a manipulação direta, com Cia Catibrum Teatro de Bonecos

     Essa segunda-feira que passou, dia 4/5/2015, graças ao Palco Giratório (mais uma vez *_*), eu fui assistir a um espetáculo lindíssimo da companhia Catibrum Teatro de bonecos: O som das cores. A peça conta a história de Lúcia, uma menina linda que perde a visão e começa a descobrir que pode enxergar de muitas maneiras diferentes. Principalmente através da imaginação *_*. E a Catibrum tratou de um tema tão sério do meu jeito favorito: distribuindo poesia.



      E nesse fim de semana, anterior à segunda-feira da apresentação, para a sorte de alguns humildes artistas maceioenses, a Catibrum deu uma oficina sobre o ator e a manipulação direta de bonecos. Foi uma experiência incrível na qual aprendi muita coisa mesmo sobre uma modalidade de teatro da qual conheço muito muito pouco. 
       Hoje posso dizer que Teatro de bonecos não é um teatro apenas para crianças nem tampouco é somente uma caixa por trás da qual uns atores se escondem abaixados com bonecos em suas mãos. Também não é unicamente o teatro de marionetes e/ou de ventríloquos. Não. É muito mais do que isso aí. Existem uma infinidade de bonecos e uma infinidade de histórias que podem ser contadas com eles além de várias maneiras diferentes de manipulá-los. E posso dizer mais também: Não é fácil. 
      Na técnica da manipulação direta são necessários três manipuladores para um único boneco. Um controla a cabeça e o tronco, outro os braços e as mãos e outro os pés e pernas. No primeiro dia de oficina, nos aquecemos e alongamos bastante corporal e vocalmente antes de chegar a pegar o primeiro boneco (o qual era de tecido, diga-se de passagem) e com 5 minutos manipulando já sentíamos o braço, além disso é necessário muita integração entre os atores-manipuladores para sincronizar e combinar bem todos os movimentos do boneco de modo a ficar realista. Posso dizer que cheguei bem quebrada em casa nesse dia; mas isso também me deixou maravilhada, como quem descobre algo novo, eu estava descobrindo o teatro de bonecos e aprendendo a respeitá-lo e admirá-lo mais quanto mais eu percebia o quanto essa modalidade também exige treino e estudo.
     No segundo dia pegamos mais nos bonecos (o mesmo do primeiro dia e depois um especial para oficinas e estruturalmente um pouco mais parecido com os utilizados em apresentações), tivemos a chance de criar um pouco mais de intimidade com os bonecos  e entre nós mesmos, manipuladores por uma tarde; criamos uma ceninha com nossos bonecos e apresentamos para os colegas de oficina. E a experiência foi maravilhosa. É incrível poder dar vida ao inanimado. E esse inanimado que passa a viver pode ser tanta coisa: um tecido, um par de luvas... De tanta coisa pode nascer um boneco. Um pedacinho de magia no nosso mundo. Mais que isso até: Uma pequena prova de que os humanos podem fazer magia...
       Começo a finalizar pegando emprestado para esse post, os dizeres  do meu parceiro número 1 de vida, teatro e oficina (s), Jadir Pereira: Ele disse que depois dessa oficina passou a considerar que qualquer ator iniciante deveria passar pelo teatro de bonecos. Porque isso daria a ele, com toda a certeza, o claro entendimento de como no teatro um está continuamente precisando do outro. Concordo.

     Já agradeci imensamente a essa Companhia representada tão bem por esse elenco que tanto nos ensinou. mas deixo aqui mais uma vez o meu muito obrigada à Catibrum, à Camila Borges, Beto Militani, Rooney Tuareg e Leandro Marra. Obrigada, pessoal! Vocês deixaram uma semente conosco. Tentarei cuidar da minha até que ela floresça ;)






Louryne Simões

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Oficina Palco Giratório "Contando a gente acredita", com Clareira de Teatro

     Gente, em dias de Palco Giratório, a verdade é que há sempre muito para contar em pouco tempo. Então, estes posts todos que estou fazendo estão realmente super atrasados, mas tenho que fazê-los assim mesmo, simplesmente porque não poderia não fazê-los... :P
     Agora mesmo já se aproximam as duas da matina, mas cá estou eu escrevendo este post porque amanhã já tenho outras coisas que quero compartilhar por aqui. Então, vamos lá...
     Sábado passado, dia 25/4/2015, quem foi ao Teatro Deodoro pôde prestigiar um belíssimo espetáculo infantil promovido pela Companhia Clareira de Teatro, do Rio Grande do Sul: Nina, o monstro e o coração perdido. A peça contava a história de Nina, uma menina linda e cheia de alegria, que um dia fica triste. E, sem saber lidar com isso, deixa se perder seu coração e com ele todos os sentimentos. Percebendo, porém que fizera a escolha errada, ela e seu amigo monstro iniciam uma jornada em busca de seu coração perdido. A montagem se desenvolve com contação de histórias, um cenário vivo, colorido e móvel e uma leveza espetacular. E, além disso, contava com um elenco que cativou a todos que compunham o público *_*




      E pra ser melhor, esse elenco maravilhoso composto pelos lindos e doces Valquíria Cardoso, Alex Limberger e Gustavo Dienstmann nos deram de presente 2 dias de oficina \o/ (Todas piram de felicidade). 
      A oficina "Contando a gente acredita" foi uma oficina com foco na contação de histórias mas que nos trouxe ganhos que ultrapassaram essa expectativa: jogos que estimularam a atenção, a criatividade, a musicalidade, a sonoridade e um monte de mais dades... Vimos uma cadeira virar milhares de coisas, vimos uma música nascer do nosso próprio corpo e sem que nada fosse combinado antes, vimos histórias serem contadas sem palavras e apenas para que nossos ouvidos apreciassem e não nossos olhos. Enfim, foi nos permitido ouvir e contar histórias de um modo diferente ao que estamos habituados. Zonas de conforto... Falei sobre isso na oficina. Como somos acomodados.... Como nos acostumamos a fazer tudo sempre do mesmo jeito... A contar e ouvir histórias sempre do mesmo jeito... E como é bom quando alguém nos convida a sair desse conforto e nos ensina a fazer um pouquinho diferente *_*


     E é por isso mesmo que eu queria agradecer demais a vocês: Alex, Valquíria e Gustavo. pelos sorrisos nos rostos primeiramente; pela doçura, o carinho, o amor que nos foi derramado, pela preocupação com nossos problemas (n esqueci nenhuma das suas palavras, Alex)... E muito muito obrigada por ter deixado conosco um pouco do que vcs já aprenderam nessa caminhada eterna que é a vida do ator. Aprendi muito com vcs e me empenharei em não deixar isso que aprendi pelo caminho.  Val, você ficou feliz, porque viu que tinha plantado uma semente. Plantou sim, minha flor. E espero falar dela em um post muito próximo.



      Tem novidade chegando por aí, galera!! :*




Louryne Simões
      

terça-feira, 28 de abril de 2015

Palco giratório

     Esta postagem está bastante atrasada e peço mil perdões por isso, mas é a velha desculpa de que o tempo anda meio curto. O que importa é que cá estou eu agora :D
      E estou para falar de um evento super aguardado pelos artistas do país e que (graças por isso) acontece também aqui na nossa Maceió: o Palco Giratório. 
     O Palco Giratório é um evento teatral promovido pelo Sesc que permite a companhias de Teatro de todo o país viajar e apresentar suas peças (ou seja, sonho de toda companhia passar no edital para o palco giratório) presenteando os públicos de cada canto desse Brasilzão com peças maravilhosas. E gratuitas! Já assisti a peças incríveis e com as quais aprendi muito no Palco giratório desse ano, mas falarei mais sobre essa experiência particular em outros posts que espero muito ter tempo de escrever amanhã. Hoje eu só queria fazer essa divulgação no blog porque ainda dá tempo, já que o evento vai até o dia 12 de maio. Vamos lá pessoal?? Vamos teatrar!






Louryne Simões

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Oficina Teatro do Oprimido

     Quarta feira passada, dia 1/4, recebemos na ETA o ator Dodi Leal para nos aplicar uma oficina do Teatro do Oprimido, vertente do Teatro fundada pelo brasileiro Augusto Boal. Boal participava da política ativamente chegando a ser exilado do país durante a ditadura militar; seu Teatro herdou seu ativismo. Também conhecido como Teatro do diálogo, o Teatro do Oprimido é conhecido por discutir no palco questões político-sociais, especialmente no que é referente a dar voz para as classes que não tem. É um teatro contra a opressão. E, em se tratando de um Teatro que defende que todos deveriam ter voz, ele mesmo não poderia excluir ninguém, não é? Assim sendo, o Teatro considera que todos nós podemos ser atores, assim como todos podemos ser espectadores.
      Sobre isso, o professor Lindomar pode dizer melhor que eu bem aqui, de onde retirei o seguinte trecho:

"O “Teatro do Oprimido”, de acordo com o próprio Boal, pretende transformar o espectador, que assume uma forma passiva diante do teatro aristotélico, com o recurso da quarta parede, em sujeito atuante, transformador da ação dramática que lhe é apresentada, de forma que ele mesmo, espectador, passe a protagonista e transformador da ação dramática. A idéia central é que o espectador ensaie a sua própria revolução sem delegar papéis aos personagens, desta forma conscientizando-se da sua autonomia diante dos fatos cotidianos, indo em direção a sua real liberdade de ação, sendo todos “espect-atores”.

    Assim, o Teatro do Oprimido é um dos poucos que dá tanta importância aos espectadores quanto aos atores. Afinal todos somos atores e todos somos espectadores na vida cotidiana, não é mesmo? E porque no Teatro seria diferente? Perguntemo-nos então: Onde temos estado mais? No palco, atuando, ou apenas assistindo como o mundo se desenrola?



  •      EU NO TEATRO DO OPRIMIDO
     Embora eu já escute falar do Teatro do Oprimido desde quando dei meus primeiros passos nas tábuas, nunca tinha feito uma oficina nessa vertente. Adorei. Aprendi bastante e vi como realmente o Teatro pode servir a esse propósito de ser questionador e revolucionador na sociedade. O tema dessa oficina especificamente foi travestilidades, mas fomos muito além desse tema, falamos de machismo também, do homem, da mulher, de gêneros e me senti voltando pra casa como quem fazendo o que mais ama, em casa, ou seja, no teatro, falou de coisa séria... E falou sem pesar. Sem pesar o clima. Sem se sentir pesada. Falar de política no Teatro é outra coisa. Pelo menos pra mim. Além disso, Dodi realmente conduziu cada momento da oficina sempre com muita dialogicidade realmente. Foi uma delícia participar da oficina e me senti aprendendo. E percebendo como realmente o teatro pode ser transformador (coisa que eu achava que já sabia, mas a oficina me fez sentir isso mais na prática, o que foi muito melhor.)

      E, sendo assim, aproveito para renovar meus agradecimentos a Dodi Leal e super indicar que qualquer ator (ou não-ator) participe sim de oficinas do teatro do oprimido. Aprender a (se) questionar, a se rever, se refletir é fundamental. Não há como fugir da política. Se você foge dela, você entrega os seus direitos de mão beijada nas mãos de outras pessoas. Não façamos isso. E aproveitando a era que estamos vivendo, tão cheia de "vontade política" por meio do povo, né? (super atenção para as aspas, por favor), que questionemos com força, mas sem perder a ternura e a leveza... =). Eu não saberia como terminar esse post, porque não pararia nunca de ressaltar as qualidades e vantagens de se fazer o teatro do Oprimido, então vou parar no simples "eu faria de novo.", "é necessário" e "faça você também."








Louryne Simões